quinta-feira, dezembro 11, 2008

Olhos de ressaca


" Não marquei a hora exata daquele gesto. Devia tê-la marcado; sinto falta de uma nota escrita naquela mesma noite, e eu que poria aqui com os erros de ortografia que trouxesse, mas não traria nenhum, tal era a diferença entre o estudante e o adolescente. Conhecia as regras do escrever sem suspeitar as do amar. tinha orgias de latim e era virgem de mulheres."
" Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham."
Capitu me surpreendeu. Os cenários com aspectos teatrais e diálogos inteiros retirados de D. Casmurro montaram uma reprodução fidelíssima que emociona. Machado traduz emoções nas palavras.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

ponto final.

A faculdade acabou. Foi dado um ponto final às Letras. Quem sabe até reticências para alguns... Mas para muitos é aqui que acaba essa estrada. E mesmo com toda a sensação de alívio indescritível de finalmente se livrar de todos os apuros que nos acompanharam todos estes anos, é doloroso despedir-se. Um costume de tudo aquilo ficará guardado, e vamos estranhar não ter a obrigação de acordar cedo.
O mais importante da faculdade é a bagagem de vida que você carrega prá fora dali, e algumas coisas que notei que quebraram todos os meu paradigmas sonhadores antes de entrar em território universitário foram:

Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante ela;
Você vai mudar completamente e nem vai notar;
Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes;
Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas;
Se você assistir às aulas calcado, todo mundo vai perguntar por que você foi tão chique para a faculdade;
Se você era inteligente no colegial... azar o seu!
Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final;
Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova;
Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova;
A sua casa é um ótimo lugar para se visitar;
A maior parte da educação é adquirida fora das aulas;
Se você nunca bebeu, vai beber;
Se você nunca fumou, vai fumar;
Se você nunca transou, vai transar;
Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais na vida, a não ser que você faça uma nova faculdade;
Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você nao se meter com elas; Psicologia é, na verdade, biologia;
Letras vira pedagogia;
Falar errado é linguística;
Ou seja, que mesmo depois de estudar anos, você nao vai saber nada;
Que sentir depressão, tristeza, desespero, raiva, falta de paciência não são frescuras de quem não tem o que fazer;
Que terão professores que vão marcar o resto de sua vida;
E outros que se você encontrar na rua, dará graças a Deus por não andar armado;
Que você come muito, mesmo que a comida seja ruim;
Que você sempre vai prometer que no próximo semestre você vai estudar mais, festar menos mas ciente de que não vai cumprir;
Uma das coisas que realmente compensam na faculdade são os amigos que você fará la;
Nao verá a hora de terminar a faculdade;
E quando terminar, perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.

sexta-feira, novembro 14, 2008

da irreversibilidade dos fatos e do tempo

A cidade enlouquece sonhos tortos
Na verdade nada é o que parece ser
As pessoas enlouquecem calmamente
Viciosamente, sem prazer
A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não
As cortinas transparentes não revelam
O que é solitude, o que é solidão
Um desejo violento bate sem querer
Pânico, vertigem, obsessão

Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
Toda noite uma imagem diferente
Consciente, inconsciente, desatino

Já que me falta cabeça e palavra uso as do Lobo Bobo que, hoje, expressam mais do que deviam as idéias e atos dessa cabeça onde só falta: idéia, foco e principalmente JUÍZO.

terça-feira, outubro 21, 2008

São as coisas que não podem ser ditas que me corroem.
Dá onde mais vou tirar abstração?

sexta-feira, outubro 17, 2008

O negócio é ser filha da puta logo de cara.

segunda-feira, outubro 13, 2008

prazo de validade - das pessoas.

Que seja por vivermos em um sistema capitalista ou qualquer razão de causa raiz não identificada, essa coisa de troca afetou mais do queseres inanimados. Há tempos objetos são facilmente substituíveis e essa maravilha agora atinge também pessoas ( de carne e osso, sim). Amamos, desejamos, sofremos pelo tempo em que nos é conveniente.

- Ok, se não está bom prá você arrume outra pessoa.
ou
- Prá mim não dá mais. Você é legal, mas ....

Prático, simples como trocar um parafuso. Por que não? Já convivemos com esse hábito em meio a tantas outras coisas, não haveria de ser diferente com gente. Daqui a pouco haverá prazo de validade para qualquer tipo de sofrimento ou sentimento minimizando tanto que ninguém vai mais lugar prá nada.

Tentam incansavelmente me provar que sim, as pessoas são descartáveis. E eu, cética, me nego a ceder a tal discurso. Para mim, cada um é uma ferida.

quinta-feira, setembro 25, 2008

assim eu invento.

" É de notar que o ar vem do ar. De sofrer e amar a gente não se desafaz. Ele queria apenas os arquétipos, platonizava. (...) Reportava a lenda a embustis, falsas idéias escabrozas. Cumpria lhe descaluniá-la, obrigava-se por tudo. Trouxe a boca de cena do mundo, de caso razo, o que não fora tão claro como água suja.
Demonstrando-o amatemático, contrário ao público pensamento e à lógica, desde que Aristóteles a fundou. O que não era tão fácil como refritar almôndegas. Sem malícia, com paciência, sem insistência principalmente.
O ponto está em que soube, de tal arte: por antipesquisas acronologia miúda, conversinhas escudadas, remendados testemunhos. (...) Genial operava o passado - plástico e contraditório rascunho. Criava nova transformada realidade, mais alta. Mais certa?"

A verdade inventada é mais realidade que a própria, para mim.
Vivendo e (dis)simulando.

domingo, setembro 21, 2008

"pode ser cruel a eternidade."

Me ligaram numa manhã de sábado e disseram que meu herói estava fraquinho.
Eu não conseguia entender, afinal falávamos de um superherói e eles nunca ficam doentes. Minha vontade era correr e fazer todas as vitaminas possíveis para que ele ficasse forte de novo. Buscaria ingredientes de receitas mágicas infalíveis para ver saúde, mas me interromperam e em meio a soluços eu parei. E impotente assisto. E engulo todo choro e tento transformar ( como os heróis) em força. Mas ainda não entendo.
Quando criança eu via meus heróis transbordando vivacidade e cri que eles sempre estariam ali. Eu me enganei uma vez e me recuso a me enganar de novo. Um dos meus heróis está fraquinho, sim, mas me disseram que heróis sempre vencem no final.

=/

domingo, setembro 07, 2008


[last lines]
Joel: I can't see anything that I don't like about you.
Clementine: But you will! But you will. You know, you will think of things. And I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: [pauses] Okay.



O que faz uma pessoa escolher alguém para dividir seu corpo e sua alma; para dividir os três tempos; para dividir prazeres luxuriosos e amorosos? Quais são os critérios para ter com quem compartilhar o sono, o dia, o filme, o nada? O que faz você saber?

A indisposição me fez crer, um dia, que a individualidade era a saída. Havia eu e o resto do mundo, enquanto todos se faziam em pares. E durante tempos pensei, e por muitas vezes vi, que essa era a peça que o destino me pregava. Poderia ser castigo pelo meu desassossego constante.
Foi então que num abraço eu deixei de ser ímpar e senti a felicidade da pluralidade.

P.S.: Outra foto do Brilho Eterno, que por coincidência postei um dia anterior a assistir o filme pela 40a. vez também por acaso.

segunda-feira, setembro 01, 2008


"Colada à tua boca a minha desordem.

O meu vasto querer.

O incompossível se fazendo ordem. Colada à tua boca, mas descomedida

Árdua

Construtor de ilusões examino-te sôfrega

Como se fosses morrer colado à minha boca.

Como se fosse nascer

E tu fosses o dia magnânimo

Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer."
( Do desejo - Hilda Hilst)
Olho para cima e vejo o retrato de nós. Enxergo por trás da imagem entrelaçada pedaços de passado e um futuro que não se sabe quando.
Tudo que eu queria era eternizar.


sexta-feira, agosto 29, 2008

É cada vez mais difícil manter olhos fechados em plena luz. Que venha o breu, para os equívocos parecerem acertos pelo menos por enquanto.

terça-feira, agosto 26, 2008

é e não é.

A vulnerabilidade das pessoas me assusta a ponto de contestar a sanidade mental delas - e minha. Essa volubilidade torna a confiança uma prática cada vez mais difícil, porquê aquilo que era pode não ser mais na velocidade de uma piscada de olho - a mesma velocidade que faz seu queixo cair e seu estômago revirar. Velocidade esta bem contrária da sua cabeça que fica dias ( se você tiver muita sorte) tentando compreender o que acontece.
Quer uma solução rápida? Pense que todo mundo ficou louco! Garanto que dói menos do que por em xeque coisas como caráter, expectativas, lealdade.


Seus próprios paradigmas se transformam em cacos, e não se iluda com a idéia de tê-los quebrado: Fizeram isto por você.

terça-feira, agosto 19, 2008

Bossa na Oca





















Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura

Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando,
a gente vai...



Notas sobre "consequência inevitável
de você
"

1º- Gosto de ir à exposições sozinha.
2º- Bateu uma nostalgia de uma época que eu não vivi.
3º- Quero morar no Rio de Janeiro.

domingo, agosto 17, 2008

Se antes eu tinha problemas com a noite, digo que agora o dia resolveu se juntar formando um complô. As 24 horas se arrastam e pesam sobre as minhas costas.
De repente o desvio do foco se tornou a razão de cada passo e busco incansavelmente a minha parcela de culpa para que nada perca o sentido. Para aquilo o que eu quero que haja motivo eu procuro não pensar. Não pensar para dormir. Não querer para sentir. Não esperar para sorrir.
Fechar os olhos, enfim.

segunda-feira, julho 28, 2008

eu não duvido.

Não, eu não duvido. Acabou há muito tempo a minha habilidade de duvidar das pessoas.
A gente perde tempo e a mão no fogo acreditando na cara de cada um e deixando de ver o coração, de fato.



... depois eu volto.

terça-feira, julho 01, 2008

A ressaca alcoolica
a ressaca moral
as merdas faladas
as merdas feitas
as merdas lembradas
as merdas que fizeram com vc
as merdas que você fez com os outros
a amnésia
a dor de cabeça
a sede
o estômago embrulhado
as fofocas (sobre vc)
aquele roxo no joelho
aquele roxo no cotovelo
aquele roxo na cara
a dor no pé
o rosto inchado
a depressão
a nostalgia
o frio na barriga

quinta-feira, junho 26, 2008

Breve descrição

"Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."

quarta-feira, junho 11, 2008

quase um deja vu.

Lembro que em junho do ano passado passava pela mesma coisa: despedidas, algumas lágrimas, nostalgia antecipada. Igual. Grandes ciclos se fechando.
No fim de mais essa etapa concluí que não nasci prá ser desapegada. Eu tento e vou morrer tentando, porque sei que isso diminuiria meu sofrimento em pelo menos 50%. Mas a cada rosto que diferente que aparecia na minha frente, todos com o mesmo objetivo, via uma história diferente. E começando às 14h ( algumas vezes antes, outras depois) eu aprendi a compartilhar vida; e comecei a entender que cada um tem seu ponto fraco e é nele que devemos focá-lo; que existem pessoas que já te conheciam há anos e vocês se deram conta no último segundo; que você vai lidar com famílias inteiras; que vai virar adolescente outra vez adentrando nesse unvierso, e mais que isso, fazer papel de mãe, de psicológa, de enfermeira, tentando retratar o mundo deles dali a alguns anos. E vai ouvir que fulana gosta do ciclano que fica com a menina do 1o B e fazer cara de abismada com isso: "como pode?!"; ouvir o cotidiano da pessoa que pega trem todo dia; ouvir grandes histórias de trabalho, de faculdade e sentir a pontada saudosista de quem as conta; vai saber de começo e finais de relacionamentos, e do meio deles também. E vai sorrir a cada acerto; fazer piadas sem graça sábado de manhã prá quebrar o gelo; dançar na sala prá tirar o sono; tirar um sarrinho de todo mundo; criar amigos. E por fim chorar quando se der conta que outro alguém vai dividir isso com eles agora.

segunda-feira, junho 09, 2008

Luminoso

Ainda insistem em acreditar no luminoso escrito IDIOTA bem na minha testa. De fato, tem horas que ele inocentemente acende e eu sinto não só minha testa, mas como minha alma, informando que sou uma imbecil. Entretanto, é bem complicado subestimar a inteligência ou superestimar a idiotice de outrem. O luminoso tá lá piscando: IDIOTA; mas é sempre mais tolo aquele que crê cegamente nele. Afinal, ele pode estar aceso propositalmente, esperando a hora do curto-circuito.

Eu sei, só finjo que não percebo.

quinta-feira, junho 05, 2008

mais uma daquelas

" (...) fui deixado sozinho com meu desejo, chocantemente rude em minhas exigências: Me ame! E porque motivo? Porque eu te amo..."

" (...) Eu aprendi que os humanos se colocam numa relação de liberdade negativa com relação uns aos outros, mas certamente não são forçados a amar uns aos outros se não desejarem. (...) Não se pode culpar um amante por amar ou não amar, pois é uma questão além da sua escolha."


E então, quando amamos? Se amamos...
As complexidades do amor ainda me deixam com interrogações e talvez seja porque nunca vou entendê-las. O que acontece agora é que não sabemos mais o que esperar daquele a quem se ama. Os laços que são criados, não importa o tempo, estão sempre por um fio.
Por um dia cremos amar com toda a força e com todo amor que cabe em nós; aí o fio se rompe. Ou muitas vezes ele é rompido há tanto tempo, que demora para que sejamos atingidos pela conformidade e pela aceitação. O laço rompe e mais do que atitudes mexemos com o sentimento. Isto é, tanto faz se você, por um dia de fraqueza ( ou não), ficou com um terceiro, mentiu sobre algo. Talvez fazê-lo na completa sinceridade alivie sua consciência, mas não te torna menos filha da puta.

sábado, maio 17, 2008

Conclusiva

Pior do que o balde água fria é a goteira na testa.

Prontofalei.

domingo, maio 11, 2008

Dele as minhas

Faço as palavras de Rodrigo Amarante as minhas.


"Já vou, será
eu quero ver
o mundo
eu sei
não é esse lá
por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e nao culpo a cidade, o paivou lá, andar e o que eu vou ver
eu sei lá
não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber
se alguem numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar
eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou
Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim."

Quem sabe um dia eu chego lá...
O dom de se traduzir em palavras é fascinante prá mim.

quarta-feira, maio 07, 2008

Aham


Odeio pessoas em crise e acho que essa raiva toda deve ser porque não consigo fugir das minhas próprias crises.

Tem um certo momento em que entramos em contato com nossos próprios conflitos. Lógico, uma vez que esses conflitos são nossos, impossível não manter qualquer tipo de contato, mas chega uma hora em que estes são refletidos de forma que você possa ver, como um espelho, uma projeção; e ver a si mesmo é bem doloroso.

sexta-feira, maio 02, 2008

"Não sou a garota que vai dizer que te ama todos os dias. Não vou mandar mensagens melosas no celular e não vou ligar a cada meia hora só pra saber como você está. Também não vou fazer um perfil no orkut declarando todo meu amor nem vou te deixar depoimento a cada semana dizendo que te amo mais a cada dia. Sabe por quê? Não é gritando pulmões que demonstro o quão importante você é. Discordamos sempre, ficamos de cara feia e fazemos manha. Por você, supero a saudade, os quilômetros, a conta telefônica, e todos os pesares. Pelo seu sorriso apago o orgulho e reescrevo o amor, passando por cima de todas as diferenças. É complexo, é profundo, é verdadeiro e é duradouro. É você e eu, simples assim."


Uma digressão...

Descobri três coisas:
1) Não posso com bebidas destiladas.
2) Falo demais quando bêbada, preciso aprender a calar a boca.
3) Tenho que aprender a não me martirizar no dia seguinte.

quarta-feira, abril 30, 2008

aquela dificuldade.

Se eu tivesse que listar um dos meus defeitos com certeza o top da lista seria a falta de foco. E isso realmente me incomoda, mas nem me concentrar na minha falta de concentração eu consigo.
Eu queria, por um dia que fosse, aprender a fazer as coisas sem ser sob a pressão do desespero. Pois é, comigo só o desespero leva a produção.
Uma pessoa normal usaria essa uma semana de recesso prá colocar em dia as pendências da faculdade, terminaria o estágio, iria a algum congresso para as horas complementares, procuraria um exercício físico, acordaria cedo. Mas é claro que já se passaram dois dias e eu não fiz NADA disso.
Acho que eu antes de nascer passei pela fila do 'auto-boicote' várias vezes e então, antes de dormir, que é a hora que a consciência acorda, eu me martirizo e penso " Oh, céus porque eu sou assim?!". No fim não adianta p***a nenhuma porque quando eu acordo a consciência dorme e eu volto a dormir com ela.
Qual é meu problema, heim, heim?

terça-feira, abril 22, 2008

Salientando:

Vulnerável é MESMO o humor!
Sorte que eu não ando armada...

segunda-feira, abril 21, 2008

Nada não...

- Tá pensando no quê?
- Em nada não...



Como em nada? Essa é a mentira mais cabeluda e cara de pau que todo mundo solta. Ninguém não pensa em nada.

terça-feira, abril 15, 2008

Is this love? Oh, shit!


" Se a paixão acontece de forma tão rápida, é talvez porque o desejo de amar precedeu o amado - a necessidade inventou sua solução. O aparecimento do amado é apenas o segundo estágio de uma necessidade anterior de amar alguém (...) Sempre haverá o momento em que duvidaremos se nossos amados existem na realidade como os imaginamos em nossas mentes ou não são apenas uma alucinação que inventamos para impedir o inevitável colapso sem amor."

( Alain de Botton - Ensaios de amor)
E aí você pensa que aquela busca incansável pela sua completude pessoal acabou. Sim, porque é comum o vínculo entre vazio e não ser amado, e assim, somos constituídos da pura imperfeição por não ter alguém.
A contradição acontece, entretanto, quando a sua suposta metade brota do chão, assim como naquela história do jardim e das borboletas: você cuida direitinho do seu jardim, ele tá bonitinho, floridinho, você tá até feliz com ele mesmo sem borboletas, eis quando surge uma asa colorida no seu terreno. Oh, God! E agora? As opções estão entre você criar um bloqueio, se entregar loucamente e deixar fluir. Eu com minha vulnerabilidade fico com o último. O bloqueio existe e a luta com ele é quase tão homérica quanto a guerra de Tróia, mas fica internalizado ( o que pode não ser necessariamente bom). Ou seja, o medo existe sim, mais forte do que nunca mas ao mesmo tempo a vontade de arriscar torna-se maior.
O bicho de sete cabeças dessa coisa toda é isso que está escrito aí em cima. O que afinal vem a ser aquilo que a gente sente por outrem? Ou pior, o que vem a ser o que o outro sente por nós ( na verdade, é esse o problema).
Com o desenvolvimento de um ceticismo anti- amor- romântico a qual somos condicionados, independente das razões, e em contrapartida com a louca precisão da metade da laranja, fica cada vez mais difícil manter- se firme em um relacionamento.
Eu gosto, você gosta. Que bom! Mas porque? Seria devido à vontade de amar? É... estou sozinho, logo estou carente, apareceu uma bonitinha ou nem tão bonitinha assim, mas que tem interesses em comum, ouve boa música, compartilha do mesmo gosto literário e que está sozinha também. A gente beija, entrega nossos corpos sem entregar nossas almas e confia que é paixão após uns dias compartilhando o cotidiano. Amor ou necessidade de amar?
No fim das contas, é tão prosaico que daqui a pouco desenvolvem uma tese sobre a New-age of Love, ou Neo- Amor.
P.S.: Guardem paciência para breves reflexões amorosas, pois estou entrando em desvario com esse livro.

quinta-feira, abril 10, 2008

do avesso, do avesso, do avesso, do avesso...

Fique quieta, engula sapos, respire fundo, não responda, abstraia, releve, não surte, não grite, não faça show, não se importe, mostre-se adulta, seja cega, surda, muda desde que seja madura. Não se jogue, desconfie, dê passos prá trás, tenha medo do ótimo, pense muito, fuja do óbvio, finja que não percebe, tenha cartas na manga.

E assim a gente vai formando nossos calos. Estes que nos fazem tão duras que fica proibido viver.

segunda-feira, abril 07, 2008

Qualquer Um a Não Ser Você

Em uma parte do tempo você é amado e em todo resto é amigo.
O macaco atrás de você é a ultima moda
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Eu beijei sua cabeça na sombra de um trem
Eu beijei todo seu olhar brilhante,meu corpo está balançando de um lado para o outro.
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Aqui está a igreja e aqui está o campanario.
Nós certamente somos bonitos para duas pessoas feias.
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Os pedregulhos me perdoaram,as arvores me perdoaram
Então porque você não pode me perdoar?
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Eu vou achar meu não no seu carro
Com meu mp3 dvd rumple-packed guitar
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
Pra cima pra cima pra baixo pra baixo esquerda direita esquerda é um começo
Só porque nós colamos não significa que não somos espertos
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Você sempre está tentando tornar real
Eu estou apaixonado,como você se sente
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Nós dois temos felizes e brilhantes crises de raiva
Você quer mais fans, eu quero mais palco
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Dom quisote era um condutor de aço
Meu nome é adam e eu sou seu maior fan
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Levanto sua cabeça e faço uma dança
Você tirou uma sujeira para fora do botão da sua calça
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du

by The moldy peaches - Anyone else but you - coloquei em português, mas quem quiser ouvir a música original aqui vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=nBDbUVXXp-U


Pode parecer meio sem pé nem cabeça, mas faz todo sentido prá mim. É tipo um retrato novo de duas pessoas. Pessoas malucas, diga-se de passagem. Ainda bem!


... Alguém por favor me ensine a não esperar mais o balde de água fria?

terça-feira, abril 01, 2008

Afinal...

Afinal, há o medo de quê?

A cada novo passo dado dá prá sentir a cutucada da insegurança e aquele medo do ótimo e do superlativo. Será que não dá simplesmente para deixarem as coisas fluirem?!
Essa necessidade intensa de atenção chega a agir como algo nocivo e traz aquela fragilidade que é temerária. Quem gosta de se sentir frágil? Isso não existe. A luta de cada dia é para sermos duros e acreditarnos que não somos de vidro. Exercitar o desapego. Descolar do mundo, enfim.


Mas sempre têm algo que gruda...

quinta-feira, março 27, 2008

" Ah, minha amada dos olhos ateus" ( Vinicius de Moraes)


Dos olhos ateus nasce a minha crença
descrente de expectativas ( se é possível)
deixando os olhos de ressaca ou os de ternura
para eu- líricos encantados.
De olhos ateus cresce meu deslumbre,
neutro, puro, lento
tentado de olhares crédulos que colocam a prova o ceticismo desse meu rebento.

...Meu rebento que arrebenta em contradições, pois até a descrença é uma forma de crer.

quinta-feira, março 20, 2008

Abri a porta de ferro vagarosamente com algum receio de ser repreendida, logo vi uma senhora acenando para que eu entrasse e procurasse uma cadeira. Era uma sala cheia, tinha uns 40 deles. Procurei um lugar que estivesse vazio bem ao fundo para não ser notada ou atrapalhar. O assento, bem velho, quase se desfazendo me acomodou enquanto eu assistia ao espetáculo.
O cenário mudava, mas as cenas eram sempre as mesmas: 42 pessoas berrando durante 50 minutos. A porta de ferro batia e ninguém mais entrava ou saia sem permissão. Fechadura só pelo lado de dentro. Em cada pavimento havia uma grade com um grande cadeado que permanecia fechado, com a exceção de 20 minutos os quais todos desciam para o andar de baixo. Em qualquer hora a gritaria não parava, muito alvoroço, ansiedade, energia de sobra ou algum distúrbio de hiperatividade fazia com que não se calassem um segundo sequer.
A senhora pedia para que abrissem um jornal cheio de poemas e modelos de cartas com infinitas perguntas que ninguém sabia como responder. O discurso não mudou com a troca de sala. A defasagem foi a mesma com o mesmo conteúdo.
Precariedade e repressão...

Eu estava numa escola.

domingo, março 16, 2008

70's; 80's, 90's

Boys don't cry e

Girls just wanna have fun ...


agora, I'm dancing with myself

e I love rock n' roll, so put another dime in the jukebox, baby!

terça-feira, março 11, 2008

bad mood

Vulnerável é o humor, tão inconstante quanto todo o resto de mim.


Tem dia que foi feito prá gente não acordar. ( Ou é o efeito dos remédios....)

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Unknown

"Curioso isso!Sempre o que é desconhecido é interessante, uma vez que temos uma necessidade latente de sempre deixar as coisas claras. E porque tantata clareza? Quando o que realmente nos interessa é o desconhecido, portanto, podemos concluir que não saber é bom...rsQuando se sabe tudo só nos resta a morte, então continue não sabendo....kkk" Priscila.


E porque tanta clareza mesmo?! Passamos a vida nesse paradoxo entre o túnel e a luz, e assim quando finalmente chegamos ao clarão queremos voltar em direção ao lado escuro.
Gostamos do mistério, de não saber que o vai acontecer, o que outrém por ora pensa, o que fazer ano que vem ou no próximo segundo.
Seguimos a luz porque a dúvida sufoca, entretanto esclarecer se torna tão... chato.

sábado, fevereiro 23, 2008

Quase nada, amor.

De você sei quase nada.
Pra onde vai ou porque veio.
Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho.
Será um atalho? Ou um desvio? Um rio raso? Um passo em falso? Um prato fundo? Pra toda fome que há no mundo.
Noite alta que revele um passeio pela pele,
Dia claro madrugada... de nós dois não sei mais nada.
De você sei quase nada.
Pra onde vai ou porque veio. (...)
Se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada?
Amor que chega sem dar aviso não é preciso saber mais nada.


Não sei quase nada e também não preciso falar mais nada. Tô ficando mole mesmo, viu?!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

acaso.

Tem coisa que a gente quer e não pode.
Tem coisa que a gente pode e não quer.
Outras a gente pode e quer, mas não faz.
Tem aquelas que a gente não pode e não quer, então tanto faz.
Tem coisa que a gente queria não querer, mas quer.
tem coisas que a gente fecha o olho e faz, mas tem medo.

Tem coisas que a resistência aguenta, para todas as outras existe o ....

bom, deixa prá lá.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Uh oh!

As pessoas se arranjam e eu continuo uma zona.

domingo, janeiro 27, 2008

São Paulo, a cidade que nunca dorme
24.01.08 09:41 pm
Queixas à parte, profissionalização e padrões de qualidade sempre aprimorados faz resplandecer panorama otimista à variada noite paulistana.


por Caio Mendes.


Claro, se o transporte público nos desse condições de aproveitar o resplandecente panorama da noite de São Paulo.
Acho bem questionável uma cidade de 11 milhões de habitantes, com uma diversidade incrível de bons programas para se fazer durante a noite, oferecer transporte público até no máximo, vejam bem, no MÁXIMO a 1h da manhã.
Cinema na sessão da meia noite, esticar o boteco até mais tarde, baladinha, conversa na casa dos amigos ou qualquer outra coisa que você queira fazer no período noturno, corra porque você pode não ter como voltar prá casa. Se a balada tá miada, aí ferrou amigo! Ache um Mc Donalds 24h ou um posto de gasolina prá passar a noitada. Claro, você pode tentar pechinchar e convencer o motorista simpático a aceitar as suas poucas moedas prá te levar prá casa.
Há a opção também de sair com o espírito preparado prá virar a madruga na rua e esperar gentilmente e PACIENTEMENTE o ônibus passar as 4h30, 5h, 6h se for domingo. Mas cuidado: geralmente eles passam de hora em hora, passam três de uma vez ou a cada 5h horas, e seu saturday night sofre o acréscimo de mais algumas horas das calmas manhãs de domingo.
Não se afobe! Dizem que as manhãs de domingo são as horas mais proveitosas de toda a semana em São Paulo. Você pode apreciar a calmaria e a paisagem das janelas fechadas enquanto as pessoas dormem e você não.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

vício

Círculo. Bola. Bolha. Redondo. Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião e pára no mesmo lugar.
Certas coisas tem uma tendência tão grande à repetição, que quando estas acontecem de fato, a frase que vem à mente sempre é " não é possível que isso tá acontecendo de novo".
O curioso, é que por duas vezes foi diferente. Engana-se se você pensou no final! Nunca seria ( olha prá mim e logo procure o Murphy ao meu lado)! A diferença foi o pensamento.
Na primeira dessas duas vezes houve uma premeditação.Pára, pensa, a cabeça borbulha e no meio daquela fervura que pede uma solução rápida o corpo reage, e reage mal. "Sumir, sumir, sumir" são as primeiros ecos seguidos por " medo". Dois segundos e tudo muda, e ainda diante desse caos físico e psicológico desenvolvidos numa fração de segundos, o fim já está estampado e claro. O último pensamento foi " porque as pessoas gostam de fazer isso comigo?".
E prá finalizar a contradição de pensamentos viciosos, encrenquei-me de verde e amarelo. A essência é sempre a mesma, o fim nem se fala... mas a cabeça, a cabeça não. A consciência berrou diferente e eu não consegui ouvir.
Termino aqui com um questionamento, o qual eu sei que ninguém será capaz de responder já que minhas internas são tão internas quanto o meu pâncreas. Karma, sina ou falta de vergonha na cara?

quarta-feira, janeiro 23, 2008

"e então aconteceu:do fundo de meu coração,eu queria aquela rosa pra mim.eu queria,ah como eu queria.e não havia jeito de obtê-la.[...]no meio do meu silêncio e do silêncio da rosa,havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha.eu queria poder pegar nela.queria cheira-la até sentir a vista escura de tanto perfume..." [clarice lispector]


Era isso que eu queria escrever, mas ainda não sei.
Leio tanto e na minha leitura me pergunto se um dia saberei escrever. Mas não palavras soltas, quero escrever sentimentos, tão sutis quanto cetins. Ser ambígua e metafórica e mesmo assim totalmente clara. Expor qualquer caos mental sem atribuí-los diretamente a mim.
Eu pensei tanto antes de escrever, e rascunhei, rascunhei e apaguei. Escrevi de novo, apaguei e desisti. Por fim, achei minhas palavras nas letras de Lispector. Elas sempre são de alguém.

23/01/2008


Um passo atrás do outro e um tropeço. Dois passos e uma queda.

Quem se importa?

Cada um na sua. O momento é nosso, mas cada um é na sua. E fingir naturalidade diante disso é tarefa árdua, onde a face mostra um sentimento que é oposto ao que o estômago expõe.
Para aqueles que dizem que sou impulsiva, eu afirmo que estou no melhor momento do meu auto- controle. Vejam bem, disse auto-controle e não resistência.
A resistência continua cada vez mais baixa, o que pode gerar problemas incríveis. Em compensação o meu momento self-control surpreende-me a cada dia, mesmo que isso resulte num inferno de Dante em minha mente.
Sucintamente: tá no inferno, abraça o capeta, mas espere o momento certo prá enfiar o pé na jaca.


"I did, what I had to do, if there was a reason, it was you
don't even think about gettin' inside
Voices in me head...ooh, voices
I got scratches, all over my arms
One for each day, since I fell apart
I did...oh, what I had to do, if there was a reason,it was you
Footsteps in the hall, it was you, you...oh...Pictures on my chest, it was you, it was you..."
( Footsteps - Pearl Jam)

domingo, janeiro 20, 2008

Síndrome da uma semana.

Síndrome desenvolvida geralmente no pós- relacionamento ou pós- convivência ( de duas ou mais pessoas) por um determinado período, a qual há uma tentativa de aproximação por uma das partes. Tal tentativa possui geralmente a média de uma semana, após isso a substância non ducor duco ( vulgarmente conhecido como foda-se) do cérebro é ativada causando atitudes inesperadas por parte do indivíduo.



Fui clara?

terça-feira, janeiro 15, 2008

Lembrei que Glauber não é nome de jogador de futebol e sim de um grande diretor de cinema brasileiro. Paciência... é infeliz do mesmo jeito.
Mas mudemos prá Glédson e continuemos com a máfia futebolística de nomes.

Quem diabos se chamaria Westin?

Quem? Que mãe olharia prá cara de seu pequeno e lhe diria " Vai se chamar Westin"?
O fato é que ninguém se chama Westin, ou melhor, ninguém além de um jogador de futebol. Jogadores de futebol, aliás, tem o privilégio de estrearem nomes novos no mercado. Só pode ser daí que outro alguém se chame Westin, seria uma espécie de homenagem ao grande ídolo iniciando assim, a máfia dos nomes infelizes no mundo.
Qual é o problema com o João ou Antônio?! Até Severino ( com MUITÍSSIMO respeito aos Severinos) é mais entendível e aceitável que Westin ou Glauber ou... Richarlyson!
Devia existir um movimento dos cartórios em prol da brazilidade ou até simplicidade de nomes.


Tudo isso foi prá distrair minha cabeça e meu estômago, porque ambos estão fritando tanto, e definitivamente já foi a hora de fazer algo.

terça-feira, janeiro 08, 2008

" Numa moldura clara e medíocre sou aquilo que se vê".

Não, eu não tenho nada a que eu me dedique freneticamente. Meu quadro de habilidades está vazio por opção minha, dos outros ou pela simples falta de existência ( persistência).
Comecei com a natação. Parei aos 11 anos sabe deus porquê. Talvez seja pela vidinha nômade que eu levei durante longos anos. Fiz pintura aos dez. Pergunto-me até hoje quem diabos colocou aquela idéia na minha cabeça! Adoro artes visuais, mas fazê-las está longe da minha capacidade. Se bem que o quadro não ficou tão tenebroso assim, uma vez que não fui eu quem o desenhou. Além de péssima pintora eu fui fraudolenta! Depois de alguns anos no ócio fui parar nas artes marciais que ainda são minha paixões. Pratiquei Aiki-do, full-contact, jiu-jitsu e parei no judô por um tempão. Até quebrar a clavícula! Quem sabe eu volte...
Eu costumava correr com meu pai pela madrugada. Fiz teclado, Kumon para ver se meu raciocínio matemático saia do estado de inércia, mas não pega nem no tranco.
Hoje não pinto, não luto, não corro, não nado, não jogo. Toco um violãozinho meia boca.
O que eu realmente gosto de fazer é ler. Mas não acredito que eu me dedique tanto a isso quanto a prática de um hobby requer. O mundo é tão vasto dentro de livros, e eu sinto que ainda não sai de um principado.




Nem o simples é tão detestável quanto o medíocre.
- Qual é o seu hobby? - perguntam-me.
- Meu hobby? - devolvo. - Hmmm, não sei.
- Como não sabe? Hobby é uma atividade a qual você se dedica sem fins lucrativos...
- Eu sei o que é hobby, só não sei qual é o meu. Qual é o seu?
- Guitarra.

(...)

- Estou pensando ainda sobre meu hobby. Acho que não me dedico a nada.

domingo, dezembro 23, 2007

Ó Sr. das viradas de ano,

Deixo aqui a lista de promessas que com certeza não serão cumpridas:


Eu prometo parar de pensar muito em mim;
Prometo parar de pensar nos outros também. Os pensamentos tem que ir bem além de nós.
Prometo não ficar sem dormir e prometo também não dormir mais que 14h quando conseguir fazê-lo.
Prometo praticar a política da boa vizinhança;
Prometo tentar falar melhor da faculdade e não faltar tanto às quartas-feiras.
Prometo tomar menos paracetamol, menos coca-cola; ingerir menos chocolate e fumaça. Só não falo nada da cerveja porque mesmo que estas promessas não sejam cumpridas, não poderia colocar aqui uma incumprível.
Prometo fazer dieta os 365 dias do ano ( lê-se comer melhor e não parar de comer).
Prometo ler todos os clássicos do mundo e assistir todos os filmes do Godart.
Prometo também tentar gostar mais de linguística.
Prometo deixar de fazer coisas medíocres por preguiça ou falta de saco.
Prometo também estudar arte, criticar menos os extremistas políticos, falar menos mal da cidade e do mundo.
Prometo não me irritar quando encontrar pessoas que gostem de Paulo Coelho, Zíbia Gasparetto e Dan Brown mas não conseguem ler Machado de Assis por não ser acessível ( AHHHHHHHHHHHHHH!).
Prometo sair menos de sábado e arrumar mais vezes o meu quarto ( pelo menos a cama).
Prometo não chegar mais que uma hora atrasada nas aulas.
Prometo ler o caderno de economia, inclusive os índices de valores. Prometo ler até os classificados.
Prometo ir mais ao cinema e ao teatro ( essa eu QUERO cumprir, mesmo!).
Prometo comprar um livro por mês, mas não estourar meu cartão de crédito com isso.
Prometo ir e voltar a pé da facul, diminuir meu estresse de cada dia com o Hospital das Clínicas e o peso também.

Assim, deixos essas promessas que serão quebradas talvez quando fevereiro chegar ou quem sabe, na própria virada do ano onde minha única promessa é enfiar o pé na jaca de uma vez.

domingo, dezembro 16, 2007

Oh shit.

É bastante discutido e bem discutível a capacidade crítica das pessoas sem antes olhar pro próprio-umbigo. O pior disso tudo é que eu ainda caio nessas. Consideração prá lá, o que pensarão aqui, não merece isso dali, não precisa disso acolá até tomar um balde de água fria na cabeça.
Sinceridade e hipocrisia brigando feito cães; e claro, aquele famoso IDIOTA estampado na minha testa.
Agora eu posso dormir tranquila porque sei que não importa o que você faça, farão pior com você. É só uma pena morrer sufocado com a própria carapuça. Já dizia meu pai: "é bom prá ficar esperta".

Bye bye insomnia!

sábado, dezembro 15, 2007

Já foi!

Eu insisto tanto em me arrepender das coisas que eu disse, ainda que só prá mim. A frase fica ecoando na minha cabeça como um mantra e quando eu acho que esqueci, pronto! Eu lembro...
Ô culpinha companheira que faz com que eu me sinta injusta. Mas eu JURO que não foi por mal.

domingo, dezembro 09, 2007

Os dias no calendário vão expirando tão rápido que não vejo. Quando vi, acabou. E continuo na esperança de que seja assim durante mais duas semanas, as quais trarão o alívio do fim das atividades acadêmicas mas o prolongamento das contratuais. Quero piscar e ver acabar.

Os dias do fim do ano são nostálgicos e famintos.

" queixo-me as rosas
mas que bobagem, as rosas não falam
simplesmente as rosas exalam
o perfume que roubam de ti"


É tão estranho...

quinta-feira, novembro 15, 2007

I'll stand by you!

Por mais que você se sinta perdida, por alguns instantes você é uma das bases de alguém... sofrendo, ou não. E deve tirar forças e passar segurança com aquele lema ' tudo vai dar certo'. Dar certo porra nenhuma, porque não é sempre que dá não. E aí, como explicar?

Jú, lembrei de você:

Oh, Why you look so sad?
Tears are in your eyes
Come on and come to me now
Don't be ashamed to cry
Let me see you through
Cause I've seen the dark side too.
When the night falls on you
You don't know what to do
Nothing you confess
could make me love you less
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
So,
If you´re mad, get mad
Don't hold it all inside
Come on and talk to me now
But hey, what you've got to hide
I get angry too
But I'm a lot like you
When you're standing at the crossroads
Don't know which path to choose
Let me come along
Cause even if your wrong...
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Take me in into your darkest hour
And I'll never desert you
I'll stand by you
And when,
When the night falls on you baby
You´re feeling all alone
Walking on your own
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Take me in into your darkest hour
And I'll never desert you
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I`ll stand by you

quinta-feira, novembro 08, 2007

Ar!

Hora de cortar o cabelo e mudar a cor. O corpo pede mudança.
Hora de jogar coisas fora, de mudar a rotina do quarto. Ver sacolas cheias de passado indo pro lixo ( não quero pensar na possibilidade de reciclagem).
Hora de mudar a roupa, de tirar a roupa. Hora de trocar música, mudar a página. De buscar incansavelmente e de se conformar.
Hora de tocar o puteiro com aquele pingo de juízo.
Hora de comprar um tênis de cor diferente.
Hora de viajar, viajar, viajar.
Hora de ir a pé.
Hora de fazer amigos e ir descobrindo o íntimo alheio.
Hora de ver a noite.
Hora da possibilidade utópica.

Fim do ano sempre traz esse gosto piegas de mudança.

domingo, outubro 28, 2007

No fundo, ela já sabia o que ia acontecer. E sabia que não deveria, que ultrapassava o sublime limite da moralidade. Mas quem ultrapassava era ela, com a leveza aspirante da alma e da felicidade ali.
Tinha como evitar, mas de tão óbvios tais caminhos ela questionou. Ou melhor, fechou os olhos. E assim tudo sucedeu. E foi tão feliz naquele momento que quis eternizar. E o fez. Até agora na memória passam as imagens de poucas horas vivas e o incontrolável desejo da repetição.

Mas quando...

terça-feira, outubro 16, 2007

o íntimo do professor

A profissão escolhida é aquela que seu pai olhou torto quando você anunciou o nome curso que seguirá.

- Vou ser professor, pai.
- Mas será o benedito, moleque. Está ficando louco?

Podem bater o pé,quando a educação bate ali no coração, não tem quem tire ela de lá.
Nasci numa família de educadores. Meu avô professor de matemática ( que lástima saiu a neta), minha vó professora de português ( tá no sangue). Hoje meu avô é falecido e minha vó com 77 anos, ambos eternizados pelos seus queridos discentes.
Minhas fraldas foram trocadas em cima de carteiras, meus brinquedos eram giz, lousa e claro, livros. Meu pai seguiu meu avô, casou com uma professora e agora todo mundo mora numa escola!
Eu até tentei fugir disso, cheguei a acreditar que não suportaria pó de giz e crianças pentelhas e é claro que o feitiço caiu contra a feiticeira. Cá estou, professora de crianças e adultos, completamente orgulhosa.
O coração do professor é quase igual ao de mãe. A diferença está no número de filhos e no amor que nos deixa fazer muitas vezes o papel de pais.
O professor abdica dos finais de semana para corrigir lições, abre mão de horas para preparar atividades e delira ao pensar no aproveitamento dos alunos.
O professor é chato, se irrita, tem vontade de amarrar os alunos na cadeira e brincar de Osama, mas perde noites de sono pensando nos seus estudantes. E vive a vida dos seus pequenos, chora suas lágrimas e sofre a sua dor, pensa em soluções, quer abraçar o mundo. Não consegue! E a frustração do professor começa quando o limite da sala impõe barreiras e não há mais nada a fazer.
O professor se encanta com um beijo; um abraço;com risadas; com desenhos nomeados a ele, com bombons, maçãs, recortes, nuvens... Com uma novidade a contar, vitórias a declarar. A gratificação de ver um aprendizado, uma mudança, uma opinião.
O íntimo do professor não pode ser compreendido por aquele que não o faz. É movimentado de emoções, é pulsação.
Devemos essa pouca força que a locomotiva da educação brasileira ainda possui, a esses grandes apaixonados, porque amor é necessário, e não é pouco.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Das coisas que me incomodam - Parte 357673214457

* As noites! Apesar de eu preferir a noite e achar que mundo deveria ser ao contrário, ou que pelo menos me fossem dadas condições para que eu conseguisse sobreviver no mundo noturno, as noites tem sido inimigas. Cada dia mato uma com sacrifício.
Tem sido difícil dormir. Falta concentração no próprio sono, falta prender meus pensamentos no chão. Eu não consigo mais dormir sem um nível de dificuldade.
A mente voa... E é hora de pensar no quanto sou completa e incompleta; nas cagadas que eu queria como Clementine apagar; no Idiota estampado na minha testa; nas filhas da putice de cada dia; nas frustrações e por fim e pior, no que eu queria que fosse diferente.
Eu daria tudo por algumas coisas, bolo saídas que poderiam me proporcionar momentos de 'completa imbecil' ou de ' sacana egoísta'. Mas hoje, só uma delas toma meus sonhos ( ou pesadelos) e infelizmente não consigo formular uma estratégia, sutil ao meu modo, prá alcançar o que quero. Seria brincar demais com o desconhecido...
Já que a probabilidade exibi-se no modo "imposível", que eu desenvolva um desapego que há anos tento prá conseguir dormir em paz. Além disso, quero pregos prá pregar aqueles pensamentos fujões que viajam além da conta.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Preste atenção.

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Preste anteção querida,embora eu saiba que estas
resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serão mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção,o mundo e um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusções a po
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdaras so o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pès.



Ouvi e a carapuça serviu.
Se existissem premiações para condutas da vida ( ou na vida) receberia dupla premiação: "Grande Filha da Puta" do ano e "Idiota nº 1".

terça-feira, outubro 09, 2007

Cuidado: cão bravo!

Um convite de uma companheira de facul me instigou a postar.
Tá rolando aí um tal de MEME, que eu ainda não sei bem o que é, mas me parece que é sobre um conjunto de donos de blog que escrevem sobre o mesmo assunto, e a Pri ( www.aveneravel.blogspot.com) acendeu a vontade de postar hoje pela segunda vez falando sobre ser sociável ou não. Vamos lá...

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Ser sociável! Complexo discorrer sobre o assunto vivendo num mundo 'intra-umbigo'.
Eu até reconheço a facilidade em me relacionar, embora as vezes eu nem busque isso. Mas, dificilmente me vejo completamente sozinha ( o que pode ser um grande problema. Sei lá, algum sinal de desespero...). Fui pro RJ em julho, conheci gente desde o aeroporto de SP até no frescão indo prá Urca, aliás, uma alma boa que foi uma completa guia-turística me deixando exatamente no ponto em que eu deveria ficar. Amém, porque perdida no RJ, ninguém merece. E percebi que é comum: garçons, seguranças, vendedores, amigos de amigos, pessoas do ônibus, crianças... ninguém escapa. Educação, desespero, o que quer que seja... Eu sou assim.
Porém, isso não quer dizer que seja uma efusiva da vida, sou bem mal-humorada, principalmente de manhã. Gosto de fazer amigos, mas não gosto de fazer média. Sou educada com quem a recíproca é verdadeira, não me preocupo em agradar ninguém. Mas também não sou burra... ( entendam como quiser). Sinceramente, não gosto de não me dar bem com as pessoas. Pena que isso foge ao meu alcance.
Várias vezes já ouvi sobre a primeira impressão que tiveram de mim, e quase 100% das vezes me acham metida. Não sei porque... mas não causo as melhores impressões. Por isso digo, que comigo é amor a segunda vista.

get up, get out, get away.

Resolver já um grande passo prá quem é ligeiramente presa ao passado. Tomar atitude então, inacreditável!
O problema de grandes mudanças, para aqueles que são agarrados ao que já tem, é o momento 'em cima do muro' que fica. Você mudou, mas pensa em voltar. Afinal, ainda dá tempo.
A mudança ideal deveria ser assim: tocar o puteiro e mudar pro Katmandu. Já tá longe mesmo, sem a preocupação irritante com outras pessoas. Por uma desventura do destino, ainda não inventaram o teletransporte e eu não aprendi a técnica do dinheiro em árvore prá ter uma vida nômade, como nos meus sonhos.
Mudança implica num caminho que deve ser seguido por você e por quem queira te acompanhar. Nunca se sabe o que vem depois da curva. Hoje eu descobri a bifurcação.

sexta-feira, setembro 28, 2007

sobre tempo e pessoas


Ver como o tempo mexe com as pessoas é uma situação engraçada. É melhor quando você está num status 'out' e vê pela simples curiosidade de saber como elas vão. Mas aqui os pensamentos borbulham, não sossegam um segundo. Reparo de novo e sinto o olhar incapaz, como se atassem minhas mãos e minha boca. Deixo como está, sempre fui assim de deixar o barco correr... até encalhar ou naufragar, que de uma forma ou de outra, traz adrenalina. Agora a emoção é momentânea, passa como uma nau, onde no mar não deixa vestígios: quem não viu não pode dizer que estive ali.


Mas a cabeça não pára.



P.S inútil: Daria tudo por uma praia agora.

segunda-feira, setembro 24, 2007

água e açúcar.

Não vou ligar prá estética escrita hoje. Não quero saber da norma culta, do cuidado com repetição de palavras, do erudito. Hoje, sou coloquial. Hoje sou da geração romântica.
As notícias correm, lentas quando deveriam apressar-se, ligeiras quando deveriam ser vagarosas... e de repente você percebe que é um inútil diante do resto do mundo. E não digo em relação ao mundo personificado, estabelecendo uma relação comparativa entre pessoas, mas sim como um todo. Tanto se faz por viver. Por tantos se vive. E no fim, não há vida prá nada, nem prá ninguém pelo motivo óbvio e ululante de que a vida é finita. Já dizia Lobato: Pisca e nasce, pisca e morre. É ridículo discorrer sobre isso, porque a abordagem tornou-se cliché diante da impossibilidade de mudar a situação. Melhor dizendo, é isso e pronto. Não tem o que fazer! Nascemos e morremos, respeitando a ordem natural ou não. Alguns completam a faculdade, tem relacionamentos, crescem na carreira, tem dois ou três filhos, viajam, cumprem com seus planos. Outros saem de casa aos dezoito, tropeçam na casca de banana e batem a cabeça no poste. Pronto:pisca e morre. Nada faz isso mudar.
Vi um filme água com açúcar ontem. Daqueles fraquinhos, mas bonitinhos. E parei prá pensar em diversas coisas. Uma delas é a felicidade a qual todo ser humano procura. Plena ou não, isso é problema de cada um. Fato é que percebi que tal felicidade é sempre ligada à alguém, e se você não tem é um incompleto. Bem discutível... mas talvez deva ser mesmo. Porque não é possível que quase 100% das pessoas quando arrumam um namorado ( a) comportam-se como se estivessem numa bolha e é tudo perfeito. O mundo gira, coisas boas e ruins acontecem mas prá quem está "embolhado" é tudo maravilhoso.
A gente vive numa busca, inconsciente ou não, de alguém que nos complete, mas ainda mais que isso, que nos surpreenda. A meta é entrar na bolha, manter a bolha e jogar "tudo" fora quando a bolha explodir. O medo é piscar e morrer. Porque você acreditou que aquilo seria eterno, até que a travessia da rua determinasse que alguém deixe de existir. Piscou, morreu.
Água e açúcar para aquilo que estrapola o que é romântico ou para o que estrapola a limite da vida.


Se é que vocês me entenderam....

sábado, setembro 22, 2007

calma alma minha, calminha. Você tem muito o que aprender.

Passar a vida tentando montar um quebra-cabeça. As peças ora não se encaixavam de jeito nenhum, ora se encaixavam perfeitamente, até você ver que a última peça não pertence àquele jogo. Não encaixa e nem vai encaixar nunca, por mais tentativas que se faça.

Joguei o quebra-cabeça pela janela. Quem precisa deles?

quarta-feira, setembro 05, 2007

On wednesdays

Quarta-feira é um dia detestável e eu preciso quebrar essa barreira de não conseguir fazer nada nessa bosta de dia. Fatores psicológicos já devem estar embutidos.

sábado, setembro 01, 2007

Ser descontente é um fato. Felicidade plena, um mito.
Tomar atitudes pensando no bem, falsa ilusão. Que bem?! Meu bem?! Seu? De quem?
A gente segue o impulso e faz, (ou melhorando aqui: EU sigo o impulso e faço) e as coisas seguem temporariamente bem, até perder o controle. E quando perde o controle é o problema: você ainda não adivinha pensamentos, mas consegue mirabolar as mais devaneantes hipóteses e reflexões alheias. Aí começa a loucura. Aí começa a falta de ação. Ou no lugar da falta dela, a exceção. Numa síntese: confusão. No emocional: falta. Na imaginação: o que aconteceria se....

e assim se repete 44 vezes...

domingo, agosto 26, 2007

Saudade é uma tranqueira.
Agora me dei conta que já devo ter falado de saudade e afins 4345677 vezes aqui. Mas não importa! É isso que tá me incomodando hoje e é sobre isso que vou escrever ( afinal de contas, o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser, alguma liberdade eu tenho que ter, pelo menos aqui nessa bizorra).
Eu descobri que existe uma falta que não dói. Há uma ausência que funciona como refil. Você pode estar em São Paulo e ele em Cuiabá, mas sabiam-se no retorno. Você pode estar no trabalho ele no desntista, mas sabiam-se onde. A falta que você não detém é quando você não sabe mais. E agora?
A saudade consiste em não saber. Não saber se anda dormindo pouco ou dando trabalho prá acordar. Não saber se está comendo direito, fumando muito, se foi ao médico como havia prometido. Se continua lendo gibis repetidos e sem entender finais de livros. Não saber se ainda continua a usar aquela camisa furada na barra e aquele tênis sem lavar.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais comprimidos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

sexta-feira, agosto 24, 2007

Enquete do dia:

Se a comodidade é uma busca constante, porque a gente cansa?
Porquê quando algo é cômodo se torna alvo de críticas?


Mande as respostas para caixa postal 4587-999- Oslo.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Por um instante penso em porque catzo a gente insiste em fazer as coisas durante o dia. Não adianta, eu sou imprestável pela manhã e deixo a desejar pela tarde. À noite meu raciocínio acelera, minha disposição é ótima e eu definitivamente não sinto sono. Infelizmente tenho que jogar tudo isso fora devido à obrigação cultural e tradicional de levantar as 6h00 da manhã ( sim, uma obrigação que NUNCA é cumprida, ocorrendo de 5 minutos de atraso à perda total da manhã).
Mas a madrugada por ora é minha inimiga. Inferno!

domingo, agosto 19, 2007

Filosofia ( de fim) de boteco


Ontem tive a noite interrompida por lembranças. Ou melhor, tive a noite interrompida por uma música que já era esquecida. Ao som dos primeiros acordes parei. Estática comecei a ver um filme que passava pela minha cabeça. Sequência, coesão e coerência de cenas, sons e sinestesia equalizados e lineares. Toda uma época que parecia eterna, todas as pessoas que pareciam enraizadas a você, toda a crença de uma estabilidade infinita, voando. Aí eu senti saudades... Mas não foi algo puro como a saudade romântica recomenda, pelo contrário, o sentimento agiu quebrando expectativas, tornando-se egoísta. Queria viver de novo! Voltar alguns anos. Não seria inviável se não fosse impossível.
As lembranças são um demônio de duas faces, como a Hera na mitologia ( ok, isso vai do julgamento de cada um... mas que ela era uma peste, era). Elas podem confortar, mas podem atormentar. Eu sigo firme na minha teoria de que nós devíamos escolher o que guardar na memória, embora o todos devamos viver nosso momento de crime e castigo, seria justo que pelo menos parte do nosso interior, daquele que ninguém mais pode acessar, nós possamos lembrar somente aquilo que desejarmos. É complexo, é. Diverjo e contrario-me cada vez que afirmo tal coisa. Mas pense em se ver livre.... Somente imagine....

segunda-feira, agosto 13, 2007

Volta ao mundo em 525468743468 dias

O bom de remexer coisas velhas é achar antigos planos. Achei hoje o roteiro dos meus sonhos, prá morrer feliz! E fazer TUDO que tenho direito, lógico.


Roteiro:


- Argentina: Andar de cabrito pelos andes; beber muito vinho; comer queijo; lotar a mala de agasalhos de lã; aprender a falar 'maravilhotzo' e dançar um belo tango com um belo latino segurando uma rosa pela boca.
- Peru: Visitar Machu-Pichu ( óbvio!); comer chili e roubar estátuas. Aprender a dança da chuva.
- México: Virar atriz de novela; vestir cobertores; comer muito taco e muita pimenta; dançar a dança dos muchachos e muchachas; usar sombreros; mudar meu nome para Vanessa Piedade, ou algo do tipo. ( Aceito sugestões). Ah, tomar muuuuuuita tequila, claro! E andar por becos escuros.
- E.U.A: Texas. Virar piriguete do velho-oeste; usar drogas naturais; usar armas; vestir roupas cheia de babados e meia arrastão; ter um cavalo.
- Hawaii: Usar roupas de havaianas; aprender a surfar; dormir olhando as estrelas; tomar daquiri; rir do cabelo alheio; encontrar pessoas bonitas; falar 'aloha'; adotar um carangueijo e chamá-lo de totó; por flor no pescoço.
- Londres: Virar punks e gritar pelas ruas " God save the queen", perseguir a PJ Harvey e o Brian Molko; tomar chá; tacar pedras nos guardas da rainha; dormir em porões; ir em shows de bandas rodeadas por grades; ir a pubs; fumar; beber cerveja até vomitar; acordar na cama de alguém famoso.
- Índia: Andar de elefante; fazer ioga e atingir o ápice espiritual; venerar a natureza; usar lenços e colares na cabeça; colar pedrinhas no rosto; deitar em camas de prego; soltar fogo pela bolca; hipnotizar cascavéis e dormir sob uma árvore bem grande.
- Espanha: Dançar com aquelas conchitas; ver o 'Guernica'; fazer siesta.
- França: Aprender a pintar; imitar a cena da torre de 'Nós que aqui estamos, por vós esperamos'; falar 'cherrie'.
- Itália: Dançar descalço na uva, comer muita massa e tomar muito vinho, dormir embaixo de uma videira, andar de trem, navegar em Veneza antes que ela suma, correr entre as plantações de café.
- Nova Zelândia: Ver neve e passar muito frio, ficar em cabanas de madeira, pular de bungee jump.
- Japão: Ver as casas japoneas, templos, geixas, samurais, sushisman, animês e dragões, ir prá balada japonesa usando peruca, aprender Kung-fu.


Por hoje é só. Aceito sugestões!

domingo, agosto 12, 2007

Jesus, um blackout, por obséquio!

Jesus, apaga a luz!
Pelo menos no escuro consigo aproveitar até mesmo os meu equívocos.

sexta-feira, agosto 03, 2007

"...e quando você falha na poesia você erra a vida"

Eu parei prá escrever uma poesia. Não sabia como...
Me entreguei as palavras desconhecidas. Fui tentando conhecer o mundo dos significados, adentrando, descobrindo.
Por muitas vezes tentei fazer um reflexo de mim, uma espécie rascunho adequado, moldado à minha figura. Não consegui. Me vi diferente... não entraria num papel. Então eu fiz o papel entrar em mim, modificando toda a parte que poderia, formando um novo eu. Tinha medo do papel voar antes de eu colocar uma letra lá...
Aí eu comecei a escrever. E por muitas e muitas vezes eu errei e chorei borrando as letras. Apaguei tudo e reescrevi cuidadosamente. Tive raiva em não saber o que por lá e rasguei o papel, e lógico que me arrependi depois tentando colar cada pedacinho. E foram tantos recortes e tantos remendos. A maioria deles nem se notava mas alguns ficaram bem marcados.
E fui escrevendo, até desgastar o papel. Até descobrir que não sabia escrever... Percebi o poder das palavras e fiquei com medo. Tanto medo que parei: não conseguia imprimir uma vírgula se quer... Tudo que saiu de mim foi o ponto final.

Falhei na poesia.

quarta-feira, julho 25, 2007

Daydreaming

Análisar é praxe. É um procedimento obrigatório que tem como fim brecar a compulsão. Necessário ou obrigatório, não é eficaz ( não prá mim).

Limpando os óculos

Não era de uma beleza excepcional. Não estonteava, nem ao menos seguia padrões.
Não facilitava com as primeiras impressões, apesar de ser flexível, era extremista nessa questão: gostavam ou detestavam. Normalmente um convívio necessário mostra o contrário do pré-conceito. É necessário transpor o véu vagarosamente e ir reparando em minuciosos detalhes com delicadeza. É como ir descobrindo algo que está debaixo de panos há muito tempo. Ou como uma surpresa.
Conseguia mostrar o que está por dentro, se doava por completo. Se jogava em abraços, e quando não, passava a intensidade do mesmo num simples toque de mão. Deixava-se se levar por situações, mas tinha a capacidade de criá-las com uma sutileza indefinível. Deixava clara sua dificuldade em tomar decisões e não importava em se expor em busca de uma identificação. Limitava-se. Desistia. Dom da retórica utilizado só em situações extremas, com avaliação rigorosa. Dom da escrita também. Mostrava-se muito mas não enxergava. Imaginava-se sempre menos. Destestava expectativas... mas criava mesmo sem querer.
Devia ter algo como trastorno bipolar. Algo incomodava à noite... soprava aos seus ouvidos perturbando seu sono. Tinha o desejo de conseguir controlar o que guardar na memória. Utópica.
Envolvida...
Era interessante, bons papos no seu conteúdo. Livros e música como paixões.

Algo que contrariava a lei da "primeira vista"

quarta-feira, julho 18, 2007

Pense:


Check-in às 15h30, dá tempo para um café... quem sabe até uma olhada na livraria. Comprar o jornal, não deu tempo de fazer isso antes. Livrarias são difíceis porque sempre dá vontade de levar algo. Na volta compro, aeroportos são muito caros.
40 minutos de atraso. Nada fora do comum para uma crise aérea. Podia ser pior.
Odeio sentar na janela. Me dá náusea. Comer amendoins distrai. Pouco tempo de vôo, nada de escalas. Ainda bem... Não gosto de muitos pousos e decolagens.
Chegando... dá prá ver o transito caótico. Não vai parar...

---

Amanhã todos estarão falando da mesma coisa, mas isso não modifica em nada. Todo mundo vai parar de mastigar, pensar que grande tragédia foi, e continuar seu jantar pensando nas medalhas do Pan. Menos 180 famílias...

sexta-feira, julho 13, 2007

futilidade interna

Uma foto me incomoda, mas não consigo fazer nada: tenho dificuldades em me desprender do passado.

Passado que me deixa passada vendo a facilidade de alguns em deixar passar.-Opa, passou já-. E eu deixo o passado passando trinta e duas mil e trezentas e oitenta vezes na minha cabeça.

quarta-feira, julho 11, 2007

Lembro da minha consciência sussurando:

" Não responda! Concorde porque ele está certo. Você sabe que está. Seja pacífica, compreensiva, reconheça seus erros. Não relute. Você é adulta! Nada de infantilidades. Quem mandou abrir a boca? Agora aguenta... "

- Blá, blá, blá,blá - de outro.

Minha consciência:

" Não adianta agora. Respira e concorda! Mantenha os olhos nos olhos. Não tente fazê-lo entender, é em vão. Mostre sua maturidade. Não diga nada além... você já disse, olha só no que deu. Respeite. Já foi... "

- Eu entendo. - digo.


Consciência:

" Pronto. Está acabando. Não leve como uma tortura. Você é uma pessoa inteligente, sabe que não pode agir feito louca. Já agiu uma vez, não deu certo. Mantenha a postura. Agora você não tem desculpas. Mostre que você não quer nada do ele diz. Seja sutil."


Eu prá consciência:


- E daí?

quinta-feira, julho 05, 2007

Mente sem lembranças?

" You can erase someone from you mind. Getting them out of your heart is another story"
( By Eternal Sunshine of the Spotless mind )




Minha memória insiste em me incomodar. De mansinho ela vai me cutucando, principalmente durante a noite, naquele momento exclusivo onde o sono é esperado, com a cabeça no travesseiro, no escuro... Pequenas lembranças me balançam, sopram aos meu ouvidos, me mantém acordada. Pequenos momentos e grandes pessoas voltam trazendo a vontade de viver tudo aquilo de novo.

A gente devia escolher o que guardar na memória...

terça-feira, julho 03, 2007

Aí sim

Novas experiências deve ser contadas com tempo de gaveta. Quando a história está empoeirada, com cheiro de velha. Não há maturidade em dizer nada agora. As coisas estão mudando rápido demais, não há base nem concretude necessária para contar algo.
A gente só enxerga as respostas quando atravessa o dilema. Aí sim, é hora de contar...

terça-feira, junho 26, 2007

...


Sempre com dificuldades em encarar mudanças. Vai ser melhor, eu sei. Eu que decidi, ué. Indiscutível que vai ser melhor! Além de ser o que eu realmente quero prá mim.

Mas nada muda o fato de eu ser uma chorona com medo, com saudades antecipadas, com a falta. Difícil largar. Triste deixar tudo que eu construí ali, embora sejam firmes laços e eternos.


Fui sem olhar prá trás. Novos caminhos me esperam.


Sigo ainda com Drummond:


Ausência


Por muito tempo achei que ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta..
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
Ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.


(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, junho 17, 2007

I don't care, I have no luck

Cansei de me culpar pelas coisas que dão errado. Os fatores são vários, me incluem, mas não me tornam exclusiva. Faço cagadas, sim. Posso me esforçar para que elas não aconteçam. Mas isso não me livra da possibilidade do Murphy continuar do meu lado e nem em garante que tudo será como nos contos de Grimm. Enfim, ninguém vai esperar que eu resolva as minhas pendências com a vida...
Como diz um grande letrado: " Cansei de esperar as coisas da vida, agora a vida que me espere."

domingo, junho 10, 2007



" Saber desistir. Abandonar ou não abandonar- esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rar a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. "

( Clarice Lispector- Um sopro de vida)

Essa coisa de desitir é complicado. Principalmente quando se é jogador de muitas partidas. Afinal, devemos desistir do quê?

As coisas ficam mais difíceis quando misturamos tudo numa coisa só. Não existe mais equilíbrio emocional. Tudo está na beira do abismo.Em se tratando de desistir, quase não há flexibilidade: ou desiste de uma vez, ou não desiste nunca.

A gente arrisca. Quebra a cara. Arrisca de novo. Por vezes acertamos, na maioria delas não. Faz parte do jogo, faz parte da vida. O pior disso tudo é lidar com o arrependimento. Tem gente que sabe, tem gente que não sabe fica se martirizando. Tudo é uma questão de ligar o foda-se e pensar no lado menos pior, caso não haja um bom ( o que eu acho praticamente impossível). No fim das contas, tudo é válido.

Devemos só tentar não nos perdermos de vista, porque somos vários caminhos num só. Inclusive o fatal beco sem saída.

sábado, maio 26, 2007

Moscas

Em uma discussão filosófica de boteco soltaram a teoria a qual comparado ao universo nós temos uma vida de mosca. Já tinha ouvido falar disso em física, achei interessante mas eu como eu detesto física, embora seja muitíssimo interessante, deixei prá lá.
Nós temos mesmo uma vida de mosca. Somos simples borboletas com tempo limite de vida de 24h perante o infinito dos cosmos. Então, peguemos nosso copo e bebamos cada gota da nossa vida de mosca. Prá que se preocupar?


Sim, estou levemente árcade hoje.

sábado, maio 12, 2007

Preciso de uma boa música prá começar a escrever. Já pensei mil maneiras de começar um post, tantas coisas tenho prá falar, embora algumas delas necessitem do silêncio apenas. Certas coisas não se falam. É exatamente aí que se encontra a dificuldade. Porque é tão difícil calar? Falo buscando luz, mesmo gostando tanto da escuridão. Quero as coisas claras! To vendo que é impossível... Quanto mais procuro a luz no fim do túnel mais me enfio num buraco fundo. Não sei se quero sair. É muito contraditório pensar nisso... Estar em crise, criando expectativas, não saber de nada e querer ficar assim.
Boa música...
Outro dia tava olhando os velhos escritos e pensei "puta merda, só escrevo nos momentos de crise" e é verdade. Preciso aprender que algumas coisas se calam. Aprender que o silêncio, ás vezes, falam mais que mil palavras e que pequenas palavras que dizem muito prá você são insignificantes prá outrem. E vice e versa. ( sempre com a teoria do "ou não" na cabeça... não aprendo...). E que por mais que você não entenda, algumas coisas são como são... Não vou mudar ninguém, não vou conhecer ninguém completamente,por ora é necessário acostumar-se com o superficial. Como sempre, tenho medo.
Boa música...

quinta-feira, abril 26, 2007

Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enloqueceu
E eu, não vou nada bem
Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Sócrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem
Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Van Gogh, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem


bem coloquialmente ao estilo Alê :

maaaaaaaano, e agora?

sábado, abril 21, 2007

.afinidade.

Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.


Acontece.....

domingo, abril 15, 2007

Murphy, meu amor!


O Murphy chegou e ficou. Casou comigo. Tá sentado no meu colo, brincando de cavalinho!
Não dá mais pensar o que pode dar errado.
Entretando, contrariando a lei de Murphy, vi o lado dos males o menor, e bem menor foi! Eu tenho um irmão que nasceu numa noite conturbada de correria, metrô com usuário na jogado na via, táxi pechinchado e uma festa que não aconteceu.
Meu irmão já buscou estrelas...

sábado, março 31, 2007

As coisas andam me despertando a ânsia. Num é só uma coisa outra, tudo me dá enjôo. A cada dia que passa carrego o peso de querer coisas demais e fazer coisas de menos. Consequências de escolhas! Sim, eu sei.

As coisas na faculdade me causam vertigem, estonteiam, angustiam. Amo aquele lugar e todas as pessoas que me cercam, mas a angústia que eu sinto por cada atitude minha é maior que todo território mackenzista. Aquela coisa 'enjoy your life', 'carpe diem' e ' foda-se' é real, mas num sei se cabe em mim agora. Aí aquela velha história de não saber o que fazer ( isso sim tá batido!). Tudo que você adotou como filosofia de vida está indo por água abaixo. Você quer sair, não pode. Você quer ficar, não sabe dizer não. Cadê a porra do foda-se agora?

Essa coisa de trabalhar e estudar mexe com seus neurônios animalmente. Chega a ser rídiculo perceber os dias passando só quando a segunda-feira chega novamente. Quando eu era pequena eu lembro que o tempo demorava mais, eu chegava a contar quantos dias faltavam pro fim de semana. Eu vou investigar quem apertou o "forward" do tempo e desenvolver uma tese sobre isso, porque eu tenho certeza que esse botão existe e alguém o desregulou. Enfim, cada dia de serviço aprimora mais a relação de amor e ódio que tenho dali. É nítida a falta de humanidade que impera ali: um fazendo lavagem cerebral no outro, bisbilhotação de vida e produção. Fofoca. Me sinto o Chaplin em "tempos modernos". Entretanto, mesmo não estando na minha área, a usf me deu presentes como meus companheiros de trabalho e alguns alunos que farão extrema falta quando sair de lá. Carrego um peso também, novamente uma angústia e pontadas no estômago, sentimentos que me perseguem, culpa.

Como boa geminiana estou num período oscilante de humor, conseguindo fazer um misto de tristeza, alegria, raiva, desespero, alívio. Me sinto desesperada e perdida, mas deve ser característica astral colocar certas coisas em segundo plano, acreditar em outras coisas como se algumas não existissem. Algum tipo de dissimulação. Vou levando, tranquila e desesperadamente. Paradoxo, assim como eu sou mesmo. Fazer o quê...

sábado, março 17, 2007


Uma sessão nostalgia hoje.
Fuçando no orkut, comecei a ver o perfil de pessoas que fizeram parte da minha vida em alguma época, todas especiais. Me bateu uma saudade absurda! Primeiro da época da escola, em que eu chegava atrasada, cabulava aula no tatame, ficava na escada conversando, escorregava pelo corrimão ( e tinha o maior orgulho disso), onde achava que meus amigos eram pra vida inteira e que ninguém ia mudar nunca: paralisariamos no tempo e permaneceriamos daquele jeito prá sempre! Gostando apenas de um tipo de som, pintando as unhas e olhos de preto, querendo mais do que nunca ser diferente. Construí meus mais grandiosos conceitos na escola. Conheci pessoas que perto ou não, são parte da minha vida.
A escola um dia acaba... e o chão desaba junto. Faculdade, cursinho?? Etapa! Fui parar do lado de pessoas que combinam perfeitamente comigo. Brinco que foi um ano de putaria. Puro amadurecimento. Vi as coisas acontecerem na hora certa... mas como tenho saudades de lá, de tudo que vivi, que aprendi.
Agora a faculdade.. sei que vou sentir saudades também. Faço questão que todos que são meus companheiros de letras estejam comigo sempre. Quanta coisa boa me trazem!
Mas mais saudade eu sinto do meu avô. É um sentimento inexplicável esse. Tanto tempo se passou e meus olhos se enchem d'água quando penso nele. Eu tenho tanto prá falar com ele, tanto prá mostrar... é uma falta incrível.
Enfim... falar de saudades é complexo. Terminar de falar é pior. É o obvio ululante que tudo mais que eu viva e que passe venha a ser saudade. Sentir saudade por mais dificil que pareça ser, se torna uma parte fácil diante de manter aquilo e aqueles de quem gostamos.
Uma pro meu vô:
O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim agora é assim
de um lado a poesia, o verbo, a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
E Hoje tem Teatro! Adooooro! =D

terça-feira, março 06, 2007

Bichodesetecabeças, bichodesetecabeças

Não dá pé não tem pé nem cabeça
não tem ninguém que mereça
não tem coração que esqueça
não tem jeito mesmo
não tem dó no peito
não tem nem talvez defeito
que você me fez desapareça
cresça e desapareça
Não tem dó no peito
não tem jeito
não tem ninguém que mereça
não tem coração que esqueça
não tem pé não tem cabeça
não dá pé não é direito
não foi nada, eu não fiz nada disso
e você fez um bicho de sete cabeças

Não dá pé não tem pé nem cabeça
não tem ninguém que mereça
não tem coração que esqueça (não tem ninguém quemereça)
não tem jeito mesmo (não tem pé não tem cabeça)
não tem dó no peito (não dá pé não é direito)
não tem nem talvez defeito (não foi nada)
que você me fez desapareça (eu não fiz nada disso e)
cresça e desapareça (você fez um)
Bicho de sete cabeças, bicho de sete cabeças
Bicho de sete cabeças


Não muito adepta de postar músicas em blog. Uma vez me disseram que era clichê e eu como sempre tentando fugir dos clichês, simplesmente porque eles cansam. Mas essa música mexeu com meus hormônios. Até romantizando um pouco, "me tocou profundamente".
Estou com sensibilidade a flor da pele, com medo, com vontade de fugir. Fuga, fuga, fuga. Choro: a maior fuga.
Já dizia o Wander Wildner " tem dia que de noite é foda"... e quando todas as noites se tornarem foda?

Sei lá... não dá pé num tem pé nem cabeça

domingo, março 04, 2007

putaquepariu

Estranho como não consigo pensar em nada útil esses dias. Já ensaiei aqui trinta e dois posts, e não sai nada. Acho que é fase e o Pero Vaz de Caminha consumindo meu cérebro.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

é ou não é. 8 ou 80. dá ou desce. caga ou sai da moita. está ou não está.

Uma legitima "meio-termista" completamente flexível sendo sugada por extremos. Seria esse o fim da paciência?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Balão de pensamento - "hmmm"

Tentando me acostumar com a idéia de que a vida é feita de confusões e não dá prá mudar isso.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Ai, Zezuis!

Sabe que uma das coisas que eu mais detesto é o tédio. Eu detesto porque ele não existe. Quer dizer, existe, senão não estava aqui desenvolvendo tal reflexão. Mas o caso é, que o tédio é nada mais que uma opção. A não ser que você esteja num ponto de ônibus sozinho, sem um cigarrinho, sem um mp3, sem uma alma qualquer que possa trocar palavras. Aí sim o tédio impera. A única coisa que se tem a fazer é esperar, esperar, esperar. Então, o negócio é andar sempre com uma palavra-cruzada.
Entretando, eu quero mesmo é discorrer sobre o tédio opcional. E eu sou o maior exemplo deste. Impressionante como em diversas circunstâncias eu me sinto devorada pelo monstro do tédio. Mesmo sem me ver, eu fico imaginando com que cara eu fico quando entediada.Deve ser um horror ver estes olhos caídos, a mão servindo de apoio pra cabeça e um bocejo a cada 1,5 segundo. Ah, sem esquecer do famoso "aiai". Suspirinho quebra gelo! O pior é que eu realmente tenho muita coisa pra fazer. Suponho que a gente sempre tenha coisas a fazer, resolver, completar... mas a gente deixa. Hoje, 19 de janeiro de 2006, 12h40, sexta-feira ( que embora num pareça é dia de trabalho!) e eu aqui "rodando lâmpada", consumida aos poucos pelo tédio. Será que eu não tenho o que fazer? Olho para as estantes com o acervo metade deitado, metade em pé, livros fora do lugar e repito: NÃO TENHO O QUE FAZER? Eu tenho... Olho pro calendário, calculo quanto tempo falta para a volta às aulas e penso: " o acervo tem de estar arrumado" (...) " mas segunda eu arrumo!". E assim vai passando a minha manhã, sem nenhuma produção útil. Esse é um tédio opcional, e eu sofro desse mal.
Contudo, os dias de folga eu julgo os mais difíceis. Era prá ser animação total, ânimo transbordando, planos e falta de tempo. Passo o sábado no sofá e tenho preguiça. Preguiça do mundo inteiro, de qualquer coisa. Até meu xixi tem que esperar a coragem de me movimentar. E assim, o fim de semana passar arrastado e turbulento ao mesmo tempo, a pura contradição. Quando se vê, já passou... e eu não fiz NADA! Um novo monstro aparece prá mim a noite: o monstro do NADA. Não fiz nada, não produzi nada, não saí prá nada. Culpa de não ter feito nada e ter perdido o fim de semana. O puro tédio opcional atacou de novo.
Pensando assim, que o tédio domina, que o monstro do nada aparece e que fim de semana e o dia de trabalho foi perdido eu indago: porquê o extase é proibido?

domingo, janeiro 14, 2007

Cemitério

Quanta coisa guardada dentro dessas caixas.
Estas que um dia foram damas, cavalheiros, meninas,
Tranças bonitas.

Caixas repletas de emoções. Todas elas.
Famílias juntas, outras nem tanto.
Mundo distinto, vizinho.
Mundo despercebido.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Cadê o juízo?

E o ano novo já veio e eu nem parei prá colocar algo sobre 2006 aqui. Entre algumas reflexões de final de ano eu vi que mesmo sendo muito difícil, tive muitas coisas prá agradecer em 2006. Sou uma estudante, estou empregada, namoro e tenho amigos que amo demais. A pior fase de transições está passando, agora é só adpatar. Fora isso, a dose de maluquice de 2005 diminuiu,mas eu sinto que ela tá voltando junto com o ano ímpar. Cadê o juízo, menina?! Num sei onde larguei! hahahaha

segunda-feira, dezembro 11, 2006

"O melhor era mesmo calar. Outra coisa: se tinha alguma dor e se enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo. Ou senão, mesmo quando não lhe doía nada, se ficava defronte do relógio espiando, o que ela não estava sentindo também era maior que osminutos contados no relógio. Agora, quando acontecia uma alegria ou uma raiva, corria para o relógio e observava os segundos em vão."

( Clarice Lispector- Perto do coração Selvagem)

domingo, dezembro 10, 2006

Murphy

Adepta da teoria de que quando tudo tem que dar
errado, TUDO vai dar. Não que nada tenha conserto. Realmente há coisas erradas as quais se adequam a nossa realidade, o típico "mal que vem pro bem". Há aquelas que você sabe que é errado, no entando insiste e paga pra ver no que vai dar, coisas de instinto que não dá pra lutar contra, mas fica com medo depois. As coisas erradas onde as consequências aparecem beeem mais pra frente e nos fazem pensar em como seria se o tempo voltasse. Não volta. Não pensa...
Aí entra a reflexão do tal sofrimento por antecipação. Sofrer desse mal dói. E pensando friamente, é desnecessário se levarmos em conta que nada vai mudar. Como será daqui pra frente? O que vou fazer? Nada. As coisas serão exatamente do mesmo jeito: o sol vai nascer, vc vai levantar e cumprir com suas obrigações. O mundo não vai parar prá você. Seus conflitos existirão independente do resto. E a vida se leva... e com o tempo resolve.

terça-feira, dezembro 05, 2006

"Sobra tanta falta"

Além de todo esgotamento a única coisa que consigo exprimir é medo. Sobra medo. Medo das escolhas, medo dos fracassos, das perdas. Principalmente das perdas. É como andar no escuro, sem saber onde pisa. É procurar algo sem enxergar nada.
Ao mesmo tempo que quero liberdade preciso ter a certeza de que algumas coisas vão permanecer comigo sempre. Preciso manter a qualquer custo, egoísta assim.
O grande e temeroso sentimento de perda é uma antecipação da certeza. ...