quinta-feira, outubro 14, 2010
Palavras de uma desempregada.
Ontem eu fechei mais um ciclo. Fui demitida. E eu tremia tanto na hora, que eu não sabia se era de felicidade ou era fruto daquela sensação de "caralho, já era, e agora?!". Mas eu saí saltitante e gritando aos quatro ventos que eu fui mandada embora. E as pessoas me deram parabéns, me desejaram sorte e fui comemorar.
E agora, José? Eu não sei. Não pude contar com o apoio unânime, claro. Desistir não é nobre aos olhos do mundo, e assim, arduamente não desistimos. A gente tenta se interessar por aquilo que é desinteressantíssimo e persistimos, esperando, sei lá, uma recompensa, uma segurança, um conforto. Ou não esperando nada, só querendo deixar do jeito que está.
De qualquer forma, ir atrás de algo que faça bem, que te faça feliz, deveria modificar uma vida. E essa foi a minha escolha, e eu já aguardo ansiosamente pelo preço dela, com um sorriso de orelha a orelha.
quarta-feira, setembro 01, 2010
A idealização por si só gruda na nossa existência de uma maneira quase imperceptível, mas fundamental, uma vez que nossos desejos brotam daí. Não?! Pode apostar: não basta uma jabiraca velha que anda, tem que ser uma Tucson com ar condicionado; não dá prá ficar no trampo que te sustenta, tem que ser uma coisa que te deixe extremamente feliz; não basta namorar uma pessoa que gosta de você e te dá atenção, tem que ter 1.85, dinheiro, carro, te mandar flores uma vez por semana; isso seria o ideal. Ok, só que se é ideal não existe. E tudo isso me faz pensar que o "serumano" é sadomasoquista por natureza, seguindo o raciocínio de que se é ideal no ecsiste, e se não existe, há frustração, e se há frustração, a gente sofre. É uma ciranda de sentimentos recorrentes que vão sempre deixar sede no fim.
Então, não me venha me falar "não traia os seus ideais", porque eu não tenho ideal nenhum. Se a busca é estar bem, eu deixo as idealizações prá quem gosta de devanear e não sofre com isso. E, se há alguém que, de verdade, consiga essa proeza, please tell me! Eu quero mesmo aprender a sonhar sem cair da minha própria nuvem.
quinta-feira, agosto 26, 2010
Pérolas
Aqui vão:
- Ditongo é oposto de hiongo, né? (Raíza)
- Parabéns prá você / Nessa data divina! (Alê)
- Nossa, estou ardendo em gripe! (Carolzinha)
- Alê, olha seu olho! (Daniella) - ahn?
- Eu vou ler prá vocês, depois você ouvem. - é gravação?
- Não, é que dessa vez o meu cabelo eu cortei grande! (Danizinha)
- Prestem atenção porque isso aqui vocês vão usar pro resto da vida até o vestibular ( Prof Peppe) - Considerando que era química, nem no vestibular...
- Prof: Me dê um exemplo de uma solução sólida.
Rodrigo: Sopa de feijão!
Prof: Me dê um exemplo de uma solução líquido sólida
Rodrigo: Purê de batata e latinha de atum!
- Faixa de idade é faixa idosa. (Thiago Rodrigo)
- Como chama aquele negócio que põe no morto? Naftalina, né? (Andressa)
- O que acontece quando um morcego pica? (Alê)
- Quem comete fraude é fraudário. ( Alê)
- Quando termina a faculdade a gente se forma barechal. ( Fernanda)
- Alê: Eu ouvi que a clara do ovo é o espermatozóide do galo. A gente come o espermatozóide do galo?!
Daniella: Sim, e é por isso que dá espinha.
- O barco estava sobre a terra e assim naufragou ( Andressa)
- Vá pro Diabo que o parta! ( Naiara)
- Gente, é a mesma coisa, mas ao contrário ( Prof Peppe)
- Tá, vou falar em braile então. (Thiago Rodrigo)
- Aqui perto tem Os alcoolicos Autônomos (Daniele)
- O cruzamento da égua com burro dá cavalo! (Alê)
- Como eu faço um 3 em letra de forma? (Thiago Rodrigo)
- Ela nasceu de fosps. (Daniella)
- O mameluco é o que fica entre o português e o índio. (Gêmeos)
- Ih, meia noite a abóbora vira charrete! (Jaque)
- Alê, o que é uma vogal? (Jaque)
- Não nasceu meu dente narciso. ( Thiago R)
- Carolzinha: Vou falar sobre o Alberto Carneiro...
Thiago Gêmeos: É o heterogeneo de Fernando Pessoa
- Certa noite amanheceu... (Matheus Gêmeos)
- Os homens não merecem nossa fieldade! (Renata)
- Mentecapto é uma planta. (Andressa)
- A gente vai olhar os planetas no microscópio (Matheus)
- Ah, lapso é tipo um auge! ( Daniele)
- É bem parecida com os dias de hoje, mas muito diferente! (Matheus)
- Só foram descobertos 30% dos tesouros, os outros 90% não. (Matheus)
- Não, ela não tá grávida de grêmios! (Daniele)
- Eu falo em importado (Thiago Rodrigo)
- Gambá não tem perna! (Alê)
- Maritaca é um pássaro que fala ( Fernanda)
- Tem que molhar a saliva (Daniella)
Tem milhares, mas eu ficaria digitando até amanhã... E já me autodiverti muito por hoje!
segunda-feira, agosto 16, 2010
auto-engano
Agora eu to tentando me interessar apenas pelo não-saber, numa experiência - sei lá, indiana, psicodélica, espiritual, whatever - de deixar o corpo fora da mente, em descomando absoluto.
Confesso: tudo isso aí é uma bela tentativa de ME distrair. Não consigo descolar nem o ínfimo milímetro de pensamento dessa babaquice de deixar fluir. Mas ninguém precisa saber, muito menos eu.
terça-feira, agosto 10, 2010
- Eu estava muito triste aquele dia em que você apareceu. E, eu fiquei feliz em saber que estavam lá, todos vocês... Uma lágrima escorreu.
Isso me tocou de muitos jeitos. Eu também tava triste, mas isso é tão comum em mim. Sou de gêmeos, fico alegre e triste a cada uma hora, tudo depende da distração do pensamento ruim pelo bom, da lembrança que substitui o bom pelo ruim. Mas você não. Você é bom. Você é frio. Você é bom demais, inteligente demais prá ficar triste. E eu vendo você, mero mortal, me entupiu de vontade de falar "porra, eu também! Você é meu melhor amigo, eu te amo, estamos juntos" mas me soou um pouco atrasado. Aí eu calei. Engoli como sempre todas as coisas bonitas que eu tenho prá te falar. Calei, te olhei, escapou um sorriso que eu queria muito que você lesse, e continuei caminhando.
quinta-feira, agosto 05, 2010
Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus.
Crônica publicada no jornal "Estadão", Caderno 2 de 29 de julho de 1987
Chorei.
quinta-feira, julho 08, 2010
[C.F.A]
terça-feira, junho 15, 2010
Le Petit Prince, shut up!
sábado, junho 05, 2010
bla bla bla
Eu desejava mesmo era falar com os olhos, com o tato, com o cabelo, com as mãos... Queria ainda mais, queria a compreensão desse meu texto e uma resposta longa - um beijo e um abraço bem apertado.
domingo, maio 30, 2010
Em 23/01/08
Salvei isso como rascunho em 2008 e era exatamente o que eu queria dizer hoje. Incrível como tudo tende à repetição.
quarta-feira, maio 26, 2010
To deprê mesmo.
Resolvi andar.
segunda-feira, maio 24, 2010
Se te pareço noturna e imperfeitaOlha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento. [H.H]
sexta-feira, maio 21, 2010
A simplicidade de uma flor me falta. Me falta e me irrita. Tantas coisas estão ocupadas em sê-las elas mesmas, como uma flor, que não sobra tempo prá nenhuma outra dúvida. Além disso, a flor não me comove. E eu desejei essa libertação! E eu me sinto tão cansada a ponto da minha vontade ser que não me doa o existir dos outros, que não me doa isso hoje, que eu não me comova com os olhos, nem com os gestos alheios, que eu não queira ver ninguém salvo entre mortos e feridos.
segunda-feira, maio 17, 2010
Go Back
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!
E vem!"
Já postei essa. Mas depois de ver o Titãs na Virada Cultural achei que ela merecia outro post.
quinta-feira, maio 13, 2010
Orgulho e Preconceito]
Pode parecer radical, e não estarás errado se for da tua opinião. Acontece que não importa, um pouquinho disso sou eu agora.
quinta-feira, maio 06, 2010
Só que meu ideal quebrou. E aí eu pergunto: teria sido diferente? Quando já se viu o fim, o mais sensato é interromper o processo no meio, saber desistir. Prá que continuar? É melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, uma roupa esquecida, uma fotografia, alguma coisa que mesmo depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber porquê. Melhor do que não sobrar nada, um nada amargo.
domingo, maio 02, 2010
Diálogo
- Tá em crise?
- Tô, total.
- O que acontece?
- Eu devaneio MUITO quando tô sozinha. E quando não tô, geralmente tô fazendo alguma bosta.
terça-feira, abril 27, 2010
Aí, a parte todas as tentativas (acupuntura, drogas, yoga, cooper, boate gay, hare krishna), surge alguém, no plano real, que toma forma, e a gente imediatamente projeta toda aquela emoção presa na garganta. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, uma imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior. Depois a gente põe a culpa na expectativa.
quinta-feira, abril 22, 2010
Era uma vez...
No fim deste dia encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem.
E agora?
domingo, abril 18, 2010

Se me perguntarem hoje sobre algo que me faz feliz, vou dizer que são meus amigos. Os amigos que me trazem sentimentos maiores como companheirismo, lealdade, cumplicidade e que, de certa forma, são meio sinônimos de felicidade.
Tenho poucos e bons. Aliás, poucos e maravilhosos amigos. Amigos muitos fortes e muito profundos, para quem eu posso telefonar de madrugada e dizer: olha, to querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade prá isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas eu sempre procuro aprofundar. E felicidade é um pouco disso, ter com quem contar, se sentir cuidado, protegido, ter colo. Esse exemplo de se matar foi meio trash... posso ligar prá dar uma volta num horário improvável. Sempre faço isso, inclusive.
P.S: a todos aqueles que carregam um pedacinho de mim.
segunda-feira, abril 12, 2010
Day after
quinta-feira, abril 08, 2010
Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, embora eu busque dividir. O único espetáculo que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
terça-feira, abril 06, 2010
sábado, abril 03, 2010
Identidade
para ser eu mesma.
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem inseto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato
morro
No mundo por que luto
nasço
quinta-feira, março 04, 2010
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
#ihatepeople
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Não.
Fato é que eu descobri que também paga-se bem caro por permitir-se.
terça-feira, janeiro 19, 2010
Retrato.
Um cheirinho para sentir o perfume
Um beijinho rápido, uma ilusãozinha
a quantos basta uma amostra grátis
Não consigo molhar os pés apenas
eu mergulho e só paro quando me afogo
eu me queimo e só paro quando derreto
eu me jogo e só paro quando me param.
domingo, janeiro 17, 2010
Nunca existiu a hora certa. São as peças que a vida prega... O passado não é cogitado, o presente é equivoco e não existe futuro.
Somos a diversão dos cosmos. A piada da vida.
.
.
Saudade eu tenho do que não nos coube
Lamento apenas o desconhecido
Daquilo que não deu tempo de repartir
Você não saboreou meu suor
Eu não lhe provei as lágrimas
É no líquido que somos desvendados
No gosto das coisas o amor se reconhece
O meu pior e o meu melhor e os seus
Ficaram sem ser apresentados
[M.M]
quarta-feira, janeiro 13, 2010
By M.M.
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.
terça-feira, dezembro 22, 2009
terça-feira, dezembro 15, 2009
..
..
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
domingo, novembro 22, 2009
sexta-feira, novembro 20, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009
Caio diz por mim
domingo, novembro 08, 2009
quinta-feira, outubro 15, 2009
repito.
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito, você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!" E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era.
E o que era?Era a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se (me) machucar.
Eu corro todos os riscos,você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteira e você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?
quinta-feira, setembro 24, 2009
O guarda-chuva e eu temos problemas pessoais, onde ele está eu não estou e vice-versa. Só que dessa vez eu precisava dele, desejava um guarda chuva mais do que o Brad Pitt pelado na minha cama.
Eis que eu, condenada a vários pingos vis, peguei o elevador e me deparei com uma senhorinha que nunca tinha visto nas dependências do humilde barraco. Papo vai, papo vem, "que chuva", "desde de manhã"," não tenho guarda chuva" e o elevador parou no destino de ambas. Conformada que não teria jeito, meu fim era trabalhar com a meia molhada, encarei a porta de saída quando de repente uma vozinha ecoa "Olha, minha filha, me leva na esquina e vá trabalhar com meu guarda-chuva, não tem problema, amanhã você me devolve". Hesitei alguns instantes, olhei pro guarda-chuva, prá vovozinha, prá tempestade e aceitei a boa ação.
Fiquei em estado de choque como ainda tem pessoas que não se acham o umbigo do mundo.
.
.
O único problema foi que o karma foi cumprido e eu esqueci o guarda-chuva de terceiros no trabalho.
sexta-feira, setembro 18, 2009
segunda-feira, setembro 14, 2009
Insônia.
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Fernando Pessoa ( Álvaro de campos )
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite — Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam —
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam —
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos... E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência, Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem... Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são?
Não sei. Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente.
Mas não durmo.
quarta-feira, setembro 02, 2009
terça-feira, setembro 01, 2009
não me importo em ver a idade em mim
ouço o que convém
eu gosto é do gasto
sei do incômodo e ela tem razão quando vem dizer
que eu preciso sim
de todo o cuidado
e se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar
o que eu fiz
quem então agora eu seria
ahh, tanto faz
e o que não foi não é
eu sei que ainda vou voltar
mas eu quem será?
deixo tudo assim
nao me acanho em ver
vaidade em mim
eu digo o que condiz
eu gosto é do estrago
sei do escândalo e eles tem razão quando vem dizer
que eu não sei medir
nem tempo e nem medo
e se eu for o primeiro a prever e poder
desistir do que for dar errado
ahhh ora se não sou eu,
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
dispenso a previsão.
ahhh, se o que eu sou
é tambem o que eu escolhi ser,
aceito a condição.
vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração.
quando fala comigo,
quando eu sei ouvir.
quarta-feira, agosto 26, 2009
um olhar sobre o divã.

quinta-feira, agosto 20, 2009
A dificuldade está na calmaria, no silêncio, na adaptação de uma nova realidade possível. Se alguém morre, não é na despedida que o coração dói até não podermos aguentar; se o namoro acaba, não é no último beijo que a ausência vai dar as caras. O cotidiano é que vai mostrar qual é o tamanho da ferida enfim, naquele momento em que se é invadido de pensamentos e que a realidade cai com cem quilos em cima das costas. É aquela hora em que vai ter sempre alguém tentando dizer algo para confortar ou para esclarecer sendo que até o conforto tem tempo certo para chegar.
A vida é isso aí mesmo, cheia de turbilhões, de altos e baixos, e o mundo não vai parar porque tem uma nuvem em cima de você. Nessas horas me vem sempre um fragmento de D. Quixote na cabeça: "Sabe Sancho, todas essas borrascas que nos sucedem são sinais de que breve há de serenar o tempo e hão de correr-nos bem as coisas, porque não é possível que o mal e o bem sejam duráveis: donde se segue que, havendo durado muito o mal, o bem está próximo". E tentando acreditar na indurabilidade de tais borrascas nós nos arrastamos pelo mal bocado que seja, tornando no final um grande espetáculo de bom humor.
sexta-feira, agosto 14, 2009
domingo, agosto 02, 2009
extra umbigo.
Entretanto, mais gostoso que fumar foi chegar em casa e não ter a vontade de jogar minha roupa no lixo e passar máquina zero no meu cabelo por causa do cheiro do cigarro. Limpa, com cheirinho de perfume e não de tainha defumada na fogueira.
segunda-feira, julho 27, 2009
domingo, julho 19, 2009
blindness
quinta-feira, junho 25, 2009
Deito na cama. Abro um livro e procuro Clarice. Café quente na caneca, um tanto de auto-crítica, música e o fechar dos olhos. Sarcamos apimentados e deslizes doces me faltam. Um pouco de todas coisas se calam ou dançam em mim. Assim: confuso, esquisito, desconexo. largo, escuro. Reflexo.
Dentro é denso, um caldo. Meu recheio assim, receoso de provar.
sábado, maio 23, 2009
go on.
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!E vem!"
domingo, maio 10, 2009
Me lembro de pequena ter tido um pequeno travesseiro com o qual eu dormia fazendo o mesmo movimento com os dedos todas as noite. Um dia o travesseirinho foi embora e eu continuei minha mania com o edredom. E até hoje ela permanece viva, ao acordar, antes de dormir, no ócio, o edredom traz um momentinho de autoprazer.
E você, qual sua mania de criança trazida para o mundo adulto?
quarta-feira, maio 06, 2009
terça-feira, abril 14, 2009
sonetos - VI
Encantado e aumentando o próprio encanto,
Tereis notado que outras cousas canto
Muito diversas das que outrora ouvistes.
Mas amastes, sem dúvida ...Portanto,
Meditai nas tristezas que sentistes:
Que eu, por mim, não conheço cousas tristes,
Que mais aflijam, que torturem tanto.
Quem ama inventa as penas em que vive;
E, em lugar de acalmar as penas, antes
Busca novo pesar com que as avive.
Pois sabei que é por isso que assim ando:
Que é dos loucos e somente dos amantes
Na maior alegria andar chorando.
Olavo Bilac
Achei sem querer algo que conseguisse dizer muito mais que as minhas palavras.
past perfect
São assustadoras as ações e suas respostas.
É um nó que ninguém arranca da garganta. É a lágrima que não escorre. É a palavra que não sai.
É uma mentira sussurrada, uma presença que incomoda.
É a foto de um corpo curvado diante de um violão e os olhos fechados para cegar algo que já não existe mais.
Em mim... as mãos atadas.
quarta-feira, abril 01, 2009
detalhes:
Ensaios de amor- Alain de Botton.
O suficiente é para quem não ama. No amor só existem infinitos.
segunda-feira, março 30, 2009
Uma lágrima escorreu dos meu olhos, mas não foi aquela a qual o prazer do amor exprime. Dos meu olhos escorreram a própria dor.
O que eu choro é água com sal.
domingo, março 29, 2009
coisas de uma fanfarrona estúpida.
Os fatos e pensamentos constituem o que você é hoje, independente do seu gosto. Arrepender-se ou vingar-se não remediarão o gosto amargo da sua boca. Tentar apagar pode trazer alívio aos olhos, mas forma feridas tristes e profundas. E o pior disso: elas cicatrizam.
terça-feira, março 17, 2009
mais uma constatação (in)feliz.
Se não é a dois, tem que ser a dez...
quinta-feira, março 12, 2009
Ai, que saudade d'oce!

Um beija-flor invadir
A porta de sua casa
Te der um beijo e partir
Fui eu que mandei o beijo
Pra matar meu desejo
Faz tempo que não te vejo
Ai, que saudades d'ocê
Se um dia você se lembra
Escreva uma carta pra mim
Bote logo correio
Com frase dizendo assim
Faz tempo que não te vejo
Quero matar meu desejo
Te mando um monte de beijo
Ai, que saudades sem fim
E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando ia viajar
Oce cai no choro
E eu chorando pela estrada
Mais o que eu posso fazer
Trabalhar é mina sina
Eu gosto mesmo é d´ocê
segunda-feira, março 09, 2009
a voz presente, a voz ausente.
A voz do outro lado trazia a calma a qual a ansiedade havia devorado.
Essa mesma voz trazia cores, sabores e cheiros proporcionando a fantasia da ligação. Eram tantas experiências descritas que minha reação ficava limitada a surpresa ( mesmo que fosse esperada) e a alegria de poder ouvir.
Hoje, meu telefone não toca mais.
terça-feira, março 03, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Não quero parar de exigir apenas porque amo e porque no amor está o que cega e o que ensurdece, mas porque essas cobranças não são parte de mim.
Por me conhecer pouco não me permito juras e assim desconfio do jurador. Por ser enganada a quem fui leal e por enganar a quem me teve fidelidade.
Existem coisas que estão tão a sombra do passado que nada vai restar além da dúvida. E quem aqui se contenta com dúvidas?
quarta-feira, janeiro 21, 2009
mundo, vasto mundo...
seria uma rima, não seria uma solução.
Os meu pés não são da terra, não. São da Lua, de qualquer lugar sem limites.
Meus desejos, hoje, tropeçam e ultrapassam qualquer barreira. Quero Berlim, Moscou, Budapeste. Quero todos os gostos, os cheiros. Movimentos e cores. Quero tudo que não me basta e nunca bastará. Qualquer vida é pequena comparada ao mundo, mundo, vasto mundo.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
momento sem tempo.
... até os olhos se fecharem.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
2000inove.
Pela primeira vez eu senti receio do começo do ano, de olhar pelos 300 e tantos dias que tenho pela frente e não enxergar o que me espera. Sem planos a longo prazo, apenas com obrigações já antes comprometidas prestes a terminar.
É, 2000inove ( a la bradesco), vou lá, que andar é reconhecer. Guarde um sonho bom prá mim.
terça-feira, dezembro 23, 2008
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?
E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora?
Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde?
quarta-feira, dezembro 17, 2008
terça-feira, dezembro 16, 2008
mal do século.
Era da depressão via web.
foda-se.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Olhos de ressaca

quarta-feira, dezembro 03, 2008
ponto final.
O mais importante da faculdade é a bagagem de vida que você carrega prá fora dali, e algumas coisas que notei que quebraram todos os meu paradigmas sonhadores antes de entrar em território universitário foram:
Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante ela;
Você vai mudar completamente e nem vai notar;
Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes;
Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas;
Se você assistir às aulas calcado, todo mundo vai perguntar por que você foi tão chique para a faculdade;
Se você era inteligente no colegial... azar o seu!
Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final;
Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova;
Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova;
A sua casa é um ótimo lugar para se visitar;
A maior parte da educação é adquirida fora das aulas;
Se você nunca bebeu, vai beber;
Se você nunca fumou, vai fumar;
Se você nunca transou, vai transar;
Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais na vida, a não ser que você faça uma nova faculdade;
Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você nao se meter com elas; Psicologia é, na verdade, biologia;
Letras vira pedagogia;
Falar errado é linguística;
Ou seja, que mesmo depois de estudar anos, você nao vai saber nada;
Que sentir depressão, tristeza, desespero, raiva, falta de paciência não são frescuras de quem não tem o que fazer;
Que terão professores que vão marcar o resto de sua vida;
E outros que se você encontrar na rua, dará graças a Deus por não andar armado;
Que você come muito, mesmo que a comida seja ruim;
Que você sempre vai prometer que no próximo semestre você vai estudar mais, festar menos mas ciente de que não vai cumprir;
Uma das coisas que realmente compensam na faculdade são os amigos que você fará la;
Nao verá a hora de terminar a faculdade;
E quando terminar, perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.
sexta-feira, novembro 14, 2008
da irreversibilidade dos fatos e do tempo
Na verdade nada é o que parece ser
As pessoas enlouquecem calmamente
Viciosamente, sem prazer
A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não
As cortinas transparentes não revelam
O que é solitude, o que é solidão
Um desejo violento bate sem querer
Pânico, vertigem, obsessão
Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
Toda noite uma imagem diferente
Consciente, inconsciente, desatino
Já que me falta cabeça e palavra uso as do Lobo Bobo que, hoje, expressam mais do que deviam as idéias e atos dessa cabeça onde só falta: idéia, foco e principalmente JUÍZO.
terça-feira, outubro 21, 2008
sexta-feira, outubro 17, 2008
segunda-feira, outubro 13, 2008
prazo de validade - das pessoas.
- Ok, se não está bom prá você arrume outra pessoa.
ou
- Prá mim não dá mais. Você é legal, mas ....
Prático, simples como trocar um parafuso. Por que não? Já convivemos com esse hábito em meio a tantas outras coisas, não haveria de ser diferente com gente. Daqui a pouco haverá prazo de validade para qualquer tipo de sofrimento ou sentimento minimizando tanto que ninguém vai mais lugar prá nada.
Tentam incansavelmente me provar que sim, as pessoas são descartáveis. E eu, cética, me nego a ceder a tal discurso. Para mim, cada um é uma ferida.
quinta-feira, setembro 25, 2008
assim eu invento.
Demonstrando-o amatemático, contrário ao público pensamento e à lógica, desde que Aristóteles a fundou. O que não era tão fácil como refritar almôndegas. Sem malícia, com paciência, sem insistência principalmente.
O ponto está em que soube, de tal arte: por antipesquisas acronologia miúda, conversinhas escudadas, remendados testemunhos. (...) Genial operava o passado - plástico e contraditório rascunho. Criava nova transformada realidade, mais alta. Mais certa?"
A verdade inventada é mais realidade que a própria, para mim.
Vivendo e (dis)simulando.
domingo, setembro 21, 2008
"pode ser cruel a eternidade."
Eu não conseguia entender, afinal falávamos de um superherói e eles nunca ficam doentes. Minha vontade era correr e fazer todas as vitaminas possíveis para que ele ficasse forte de novo. Buscaria ingredientes de receitas mágicas infalíveis para ver saúde, mas me interromperam e em meio a soluços eu parei. E impotente assisto. E engulo todo choro e tento transformar ( como os heróis) em força. Mas ainda não entendo.
Quando criança eu via meus heróis transbordando vivacidade e cri que eles sempre estariam ali. Eu me enganei uma vez e me recuso a me enganar de novo. Um dos meus heróis está fraquinho, sim, mas me disseram que heróis sempre vencem no final.
=/
domingo, setembro 07, 2008

[last lines]
Joel: I can't see anything that I don't like about you.
Clementine: But you will! But you will. You know, you will think of things. And I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: [pauses] Okay.
O que faz uma pessoa escolher alguém para dividir seu corpo e sua alma; para dividir os três tempos; para dividir prazeres luxuriosos e amorosos? Quais são os critérios para ter com quem compartilhar o sono, o dia, o filme, o nada? O que faz você saber?
A indisposição me fez crer, um dia, que a individualidade era a saída. Havia eu e o resto do mundo, enquanto todos se faziam em pares. E durante tempos pensei, e por muitas vezes vi, que essa era a peça que o destino me pregava. Poderia ser castigo pelo meu desassossego constante.
Foi então que num abraço eu deixei de ser ímpar e senti a felicidade da pluralidade.
P.S.: Outra foto do Brilho Eterno, que por coincidência postei um dia anterior a assistir o filme pela 40a. vez também por acaso.
segunda-feira, setembro 01, 2008

sexta-feira, agosto 29, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
é e não é.
Quer uma solução rápida? Pense que todo mundo ficou louco! Garanto que dói menos do que por em xeque coisas como caráter, expectativas, lealdade.
Seus próprios paradigmas se transformam em cacos, e não se iluda com a idéia de tê-los quebrado: Fizeram isto por você.
terça-feira, agosto 19, 2008
Bossa na Oca

1º- Gosto de ir à exposições sozinha.
Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando,
a gente vai...
Notas sobre "consequência inevitável
de você"
2º- Bateu uma nostalgia de uma época que eu não vivi.
3º- Quero morar no Rio de Janeiro.
domingo, agosto 17, 2008
De repente o desvio do foco se tornou a razão de cada passo e busco incansavelmente a minha parcela de culpa para que nada perca o sentido. Para aquilo o que eu quero que haja motivo eu procuro não pensar. Não pensar para dormir. Não querer para sentir. Não esperar para sorrir.
Fechar os olhos, enfim.
segunda-feira, julho 28, 2008
eu não duvido.
A gente perde tempo e a mão no fogo acreditando na cara de cada um e deixando de ver o coração, de fato.
... depois eu volto.
terça-feira, julho 01, 2008
a ressaca moral
as merdas faladas
as merdas feitas
as merdas lembradas
as merdas que fizeram com vc
as merdas que você fez com os outros
a amnésia
a dor de cabeça
a sede
o estômago embrulhado
as fofocas (sobre vc)
aquele roxo no joelho
aquele roxo no cotovelo
aquele roxo na cara
a dor no pé
o rosto inchado
a depressão
a nostalgia
o frio na barriga
quinta-feira, junho 26, 2008
Breve descrição
Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.
Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."
quarta-feira, junho 11, 2008
quase um deja vu.
No fim de mais essa etapa concluí que não nasci prá ser desapegada. Eu tento e vou morrer tentando, porque sei que isso diminuiria meu sofrimento em pelo menos 50%. Mas a cada rosto que diferente que aparecia na minha frente, todos com o mesmo objetivo, via uma história diferente. E começando às 14h ( algumas vezes antes, outras depois) eu aprendi a compartilhar vida; e comecei a entender que cada um tem seu ponto fraco e é nele que devemos focá-lo; que existem pessoas que já te conheciam há anos e vocês se deram conta no último segundo; que você vai lidar com famílias inteiras; que vai virar adolescente outra vez adentrando nesse unvierso, e mais que isso, fazer papel de mãe, de psicológa, de enfermeira, tentando retratar o mundo deles dali a alguns anos. E vai ouvir que fulana gosta do ciclano que fica com a menina do 1o B e fazer cara de abismada com isso: "como pode?!"; ouvir o cotidiano da pessoa que pega trem todo dia; ouvir grandes histórias de trabalho, de faculdade e sentir a pontada saudosista de quem as conta; vai saber de começo e finais de relacionamentos, e do meio deles também. E vai sorrir a cada acerto; fazer piadas sem graça sábado de manhã prá quebrar o gelo; dançar na sala prá tirar o sono; tirar um sarrinho de todo mundo; criar amigos. E por fim chorar quando se der conta que outro alguém vai dividir isso com eles agora.
segunda-feira, junho 09, 2008
Luminoso
Eu sei, só finjo que não percebo.
quinta-feira, junho 05, 2008
mais uma daquelas
" (...) Eu aprendi que os humanos se colocam numa relação de liberdade negativa com relação uns aos outros, mas certamente não são forçados a amar uns aos outros se não desejarem. (...) Não se pode culpar um amante por amar ou não amar, pois é uma questão além da sua escolha."
E então, quando amamos? Se amamos...
As complexidades do amor ainda me deixam com interrogações e talvez seja porque nunca vou entendê-las. O que acontece agora é que não sabemos mais o que esperar daquele a quem se ama. Os laços que são criados, não importa o tempo, estão sempre por um fio.
Por um dia cremos amar com toda a força e com todo amor que cabe em nós; aí o fio se rompe. Ou muitas vezes ele é rompido há tanto tempo, que demora para que sejamos atingidos pela conformidade e pela aceitação. O laço rompe e mais do que atitudes mexemos com o sentimento. Isto é, tanto faz se você, por um dia de fraqueza ( ou não), ficou com um terceiro, mentiu sobre algo. Talvez fazê-lo na completa sinceridade alivie sua consciência, mas não te torna menos filha da puta.
sábado, maio 17, 2008
domingo, maio 11, 2008
Dele as minhas
"Já vou, será
eu quero ver
o mundo
eu sei
não é esse lá
por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e nao culpo a cidade, o paivou lá, andar e o que eu vou ver
eu sei lá
não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber
se alguem numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar
eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou
Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim."
Quem sabe um dia eu chego lá...
O dom de se traduzir em palavras é fascinante prá mim.
quarta-feira, maio 07, 2008
Aham

sexta-feira, maio 02, 2008
Uma digressão...
Descobri três coisas:
1) Não posso com bebidas destiladas.
2) Falo demais quando bêbada, preciso aprender a calar a boca.
3) Tenho que aprender a não me martirizar no dia seguinte.
quarta-feira, abril 30, 2008
aquela dificuldade.
Eu queria, por um dia que fosse, aprender a fazer as coisas sem ser sob a pressão do desespero. Pois é, comigo só o desespero leva a produção.
Uma pessoa normal usaria essa uma semana de recesso prá colocar em dia as pendências da faculdade, terminaria o estágio, iria a algum congresso para as horas complementares, procuraria um exercício físico, acordaria cedo. Mas é claro que já se passaram dois dias e eu não fiz NADA disso.
Acho que eu antes de nascer passei pela fila do 'auto-boicote' várias vezes e então, antes de dormir, que é a hora que a consciência acorda, eu me martirizo e penso " Oh, céus porque eu sou assim?!". No fim não adianta p***a nenhuma porque quando eu acordo a consciência dorme e eu volto a dormir com ela.
Qual é meu problema, heim, heim?
terça-feira, abril 22, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
Nada não...
- Em nada não...
Como em nada? Essa é a mentira mais cabeluda e cara de pau que todo mundo solta. Ninguém não pensa em nada.
terça-feira, abril 15, 2008
Is this love? Oh, shit!

quinta-feira, abril 10, 2008
do avesso, do avesso, do avesso, do avesso...
E assim a gente vai formando nossos calos. Estes que nos fazem tão duras que fica proibido viver.
segunda-feira, abril 07, 2008
Em uma parte do tempo você é amado e em todo resto é amigo.
O macaco atrás de você é a ultima moda
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Eu beijei sua cabeça na sombra de um trem
Eu beijei todo seu olhar brilhante,meu corpo está balançando de um lado para o outro.
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Aqui está a igreja e aqui está o campanario.
Nós certamente somos bonitos para duas pessoas feias.
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Os pedregulhos me perdoaram,as arvores me perdoaram
Então porque você não pode me perdoar?
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Eu vou achar meu não no seu carro
Com meu mp3 dvd rumple-packed guitar
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
Pra cima pra cima pra baixo pra baixo esquerda direita esquerda é um começo
Só porque nós colamos não significa que não somos espertos
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Você sempre está tentando tornar real
Eu estou apaixonado,como você se sente
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Nós dois temos felizes e brilhantes crises de raiva
Você quer mais fans, eu quero mais palco
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Dom quisote era um condutor de aço
Meu nome é adam e eu sou seu maior fan
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Levanto sua cabeça e faço uma dança
Você tirou uma sujeira para fora do botão da sua calça
Eu não vejo qualquer um que possa ver, em outro qualquer
mas você.
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
by The moldy peaches - Anyone else but you - coloquei em português, mas quem quiser ouvir a música original aqui vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=nBDbUVXXp-U
Pode parecer meio sem pé nem cabeça, mas faz todo sentido prá mim. É tipo um retrato novo de duas pessoas. Pessoas malucas, diga-se de passagem. Ainda bem!
... Alguém por favor me ensine a não esperar mais o balde de água fria?
terça-feira, abril 01, 2008
Afinal...
A cada novo passo dado dá prá sentir a cutucada da insegurança e aquele medo do ótimo e do superlativo. Será que não dá simplesmente para deixarem as coisas fluirem?!
Essa necessidade intensa de atenção chega a agir como algo nocivo e traz aquela fragilidade que é temerária. Quem gosta de se sentir frágil? Isso não existe. A luta de cada dia é para sermos duros e acreditarnos que não somos de vidro. Exercitar o desapego. Descolar do mundo, enfim.
Mas sempre têm algo que gruda...


