segunda-feira, dezembro 11, 2006

"O melhor era mesmo calar. Outra coisa: se tinha alguma dor e se enquanto doía ela olhava os ponteiros do relógio, via então que os minutos contados no relógio iam passando e a dor continuava doendo. Ou senão, mesmo quando não lhe doía nada, se ficava defronte do relógio espiando, o que ela não estava sentindo também era maior que osminutos contados no relógio. Agora, quando acontecia uma alegria ou uma raiva, corria para o relógio e observava os segundos em vão."

( Clarice Lispector- Perto do coração Selvagem)

domingo, dezembro 10, 2006

Murphy

Adepta da teoria de que quando tudo tem que dar
errado, TUDO vai dar. Não que nada tenha conserto. Realmente há coisas erradas as quais se adequam a nossa realidade, o típico "mal que vem pro bem". Há aquelas que você sabe que é errado, no entando insiste e paga pra ver no que vai dar, coisas de instinto que não dá pra lutar contra, mas fica com medo depois. As coisas erradas onde as consequências aparecem beeem mais pra frente e nos fazem pensar em como seria se o tempo voltasse. Não volta. Não pensa...
Aí entra a reflexão do tal sofrimento por antecipação. Sofrer desse mal dói. E pensando friamente, é desnecessário se levarmos em conta que nada vai mudar. Como será daqui pra frente? O que vou fazer? Nada. As coisas serão exatamente do mesmo jeito: o sol vai nascer, vc vai levantar e cumprir com suas obrigações. O mundo não vai parar prá você. Seus conflitos existirão independente do resto. E a vida se leva... e com o tempo resolve.

terça-feira, dezembro 05, 2006

"Sobra tanta falta"

Além de todo esgotamento a única coisa que consigo exprimir é medo. Sobra medo. Medo das escolhas, medo dos fracassos, das perdas. Principalmente das perdas. É como andar no escuro, sem saber onde pisa. É procurar algo sem enxergar nada.
Ao mesmo tempo que quero liberdade preciso ter a certeza de que algumas coisas vão permanecer comigo sempre. Preciso manter a qualquer custo, egoísta assim.
O grande e temeroso sentimento de perda é uma antecipação da certeza. ...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Low battery

Feliz com minhas novas experiências. Muita coisa nova e um cansaço que nunca senti igual. Eu sei que é só o começo e que naturalmente seria assim. Tudo corrido, tempo corrido, pressa. Mal tenho tempo de ver o mundo agora...

Vai, vai, vai começar a brincadeira!!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Desapego preso




Voltando aqui por necessidade. Necessidade de falar. Não aos quatro ventos, mas a mim mesma. Coisas que eu também não entendo.
Reflexão sobre a vida o tempo todo. Me persegue a sensação de completude, sobra e falta de uma vez só. Consegui o que queria! E daí? E agora? Em linhas tortas tenho conseguido tudo que quis, mas falta. Acho que o problema é querer tudo do pouco. De pequenas coisas, tudo de todas as horas, de todas as pessoas. Desfrutar de companhias, não estar em falta, ver e sentir tudo e todos. Culpa. Consequência. Pessoas. Família. Faculdade.
Penso na liberdade de estar um dia sozinha, mas também penso na perda... Não compreendo como sentimentos fortes podem andar juntos. Talvez eles não possam, e seja esse meu conflito: um desapego preso!


------> Defino o post como um monte de sentimentos soltos depois de muito tempo entalados. Não quero nenhum sentido.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

E então você pensa que nada dá certo. Você é o problema. Ou amar é problema. Ou também já não acredita no amor, nem que ele seja problema e muito menos que você seja. As coisas simplesmente dão errado, e ponto. Aprende a não ser envolver, fica indiferente a cada pequeno caso, esquece.
Todo sentimento e melodrama amoroso é bobagem. E você ri, faz piadas e ridiculariza os românticos apaixonados. Não entende como apenas duas pessoas se completam tanto a ponto de não sentirem necessidade de mais nada, e pensa que na sua vez não vai ser assim ( sim, porque há de haver uma vez na vida de todo mundo).
Até que acontece aquela típica " coisa do momento", (Deus do céu que coisa!) uma ficadinha sem compromisso, sem interesse anterior, sem nada demais. Aconteceu. Mas você percebe que mesmo sem se envolver não foi igual a todas as outras. Nada de encanações, mas se rolar de novo seria uma boa. E rola.... e o de novo se transforma em muitas vezes, e todas as outras bocas que você encosta não te satisfazem mais como aquela. Daí o susto: " O que está acontecendo?".
A partir daquele momento tornam-se constantes trimiliques, borboletas na barriga, friozinho, ou como queira chamar, assim que se aproximam. É tão inexplicável que não consegue mais ficar longe da pessoa, todo momento é único, todo toque é especial. E assim, encontra-se você naquilo que não acreditava, utilizando de todo tempo disponível prá isso, onde todo e qualquer pensamento é preenchido e que não dá prá lutar contra.


- Então, você ouviu o que eu disse?
- Ahn?

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

e agora?

Serenidade trazida pelo alívio de retirar um peso. Um peso das costas, um peso da consciência.
Calma em consequência da clareza.
Como é bom ter as coisas em pratos limpos! Sentir tudo tudo claro e certo: sem dúvidas, sem mal entendidos. Nada subjetivo, nem duplamente interpretado. Tudo nú e cru como deve ser.

E agora?
Não sei.... mas nem me importa mais saber!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Depois

Depois de te perder
te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
onde não diremos nada
nada aconteceu.
Apenas seguirei como encantado ao lado teu.

sábado, janeiro 28, 2006

...de novo...

A necessidade me traz de volta.
Quero falar
sobre amores, escolhas, mares, flores.
Sobre o que sei
e o que já nem sei mais.