No fundo, ela já sabia o que ia acontecer. E sabia que não deveria, que ultrapassava o sublime limite da moralidade. Mas quem ultrapassava era ela, com a leveza aspirante da alma e da felicidade ali.
Tinha como evitar, mas de tão óbvios tais caminhos ela questionou. Ou melhor, fechou os olhos. E assim tudo sucedeu. E foi tão feliz naquele momento que quis eternizar. E o fez. Até agora na memória passam as imagens de poucas horas vivas e o incontrolável desejo da repetição.
Mas quando...
domingo, outubro 28, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
o íntimo do professor
A profissão escolhida é aquela que seu pai olhou torto quando você anunciou o nome curso que seguirá.
- Vou ser professor, pai.
- Mas será o benedito, moleque. Está ficando louco?
Podem bater o pé,quando a educação bate ali no coração, não tem quem tire ela de lá.
Nasci numa família de educadores. Meu avô professor de matemática ( que lástima saiu a neta), minha vó professora de português ( tá no sangue). Hoje meu avô é falecido e minha vó com 77 anos, ambos eternizados pelos seus queridos discentes.
Minhas fraldas foram trocadas em cima de carteiras, meus brinquedos eram giz, lousa e claro, livros. Meu pai seguiu meu avô, casou com uma professora e agora todo mundo mora numa escola!
Eu até tentei fugir disso, cheguei a acreditar que não suportaria pó de giz e crianças pentelhas e é claro que o feitiço caiu contra a feiticeira. Cá estou, professora de crianças e adultos, completamente orgulhosa.
O coração do professor é quase igual ao de mãe. A diferença está no número de filhos e no amor que nos deixa fazer muitas vezes o papel de pais.
O professor abdica dos finais de semana para corrigir lições, abre mão de horas para preparar atividades e delira ao pensar no aproveitamento dos alunos.
O professor é chato, se irrita, tem vontade de amarrar os alunos na cadeira e brincar de Osama, mas perde noites de sono pensando nos seus estudantes. E vive a vida dos seus pequenos, chora suas lágrimas e sofre a sua dor, pensa em soluções, quer abraçar o mundo. Não consegue! E a frustração do professor começa quando o limite da sala impõe barreiras e não há mais nada a fazer.
O professor se encanta com um beijo; um abraço;com risadas; com desenhos nomeados a ele, com bombons, maçãs, recortes, nuvens... Com uma novidade a contar, vitórias a declarar. A gratificação de ver um aprendizado, uma mudança, uma opinião.
O íntimo do professor não pode ser compreendido por aquele que não o faz. É movimentado de emoções, é pulsação.
Devemos essa pouca força que a locomotiva da educação brasileira ainda possui, a esses grandes apaixonados, porque amor é necessário, e não é pouco.
- Vou ser professor, pai.
- Mas será o benedito, moleque. Está ficando louco?
Podem bater o pé,quando a educação bate ali no coração, não tem quem tire ela de lá.
Nasci numa família de educadores. Meu avô professor de matemática ( que lástima saiu a neta), minha vó professora de português ( tá no sangue). Hoje meu avô é falecido e minha vó com 77 anos, ambos eternizados pelos seus queridos discentes.
Minhas fraldas foram trocadas em cima de carteiras, meus brinquedos eram giz, lousa e claro, livros. Meu pai seguiu meu avô, casou com uma professora e agora todo mundo mora numa escola!
Eu até tentei fugir disso, cheguei a acreditar que não suportaria pó de giz e crianças pentelhas e é claro que o feitiço caiu contra a feiticeira. Cá estou, professora de crianças e adultos, completamente orgulhosa.
O coração do professor é quase igual ao de mãe. A diferença está no número de filhos e no amor que nos deixa fazer muitas vezes o papel de pais.
O professor abdica dos finais de semana para corrigir lições, abre mão de horas para preparar atividades e delira ao pensar no aproveitamento dos alunos.
O professor é chato, se irrita, tem vontade de amarrar os alunos na cadeira e brincar de Osama, mas perde noites de sono pensando nos seus estudantes. E vive a vida dos seus pequenos, chora suas lágrimas e sofre a sua dor, pensa em soluções, quer abraçar o mundo. Não consegue! E a frustração do professor começa quando o limite da sala impõe barreiras e não há mais nada a fazer.
O professor se encanta com um beijo; um abraço;com risadas; com desenhos nomeados a ele, com bombons, maçãs, recortes, nuvens... Com uma novidade a contar, vitórias a declarar. A gratificação de ver um aprendizado, uma mudança, uma opinião.
O íntimo do professor não pode ser compreendido por aquele que não o faz. É movimentado de emoções, é pulsação.
Devemos essa pouca força que a locomotiva da educação brasileira ainda possui, a esses grandes apaixonados, porque amor é necessário, e não é pouco.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Das coisas que me incomodam - Parte 357673214457
* As noites! Apesar de eu preferir a noite e achar que mundo deveria ser ao contrário, ou que pelo menos me fossem dadas condições para que eu conseguisse sobreviver no mundo noturno, as noites tem sido inimigas. Cada dia mato uma com sacrifício.
Tem sido difícil dormir. Falta concentração no próprio sono, falta prender meus pensamentos no chão. Eu não consigo mais dormir sem um nível de dificuldade.
A mente voa... E é hora de pensar no quanto sou completa e incompleta; nas cagadas que eu queria como Clementine apagar; no Idiota estampado na minha testa; nas filhas da putice de cada dia; nas frustrações e por fim e pior, no que eu queria que fosse diferente.
Eu daria tudo por algumas coisas, bolo saídas que poderiam me proporcionar momentos de 'completa imbecil' ou de ' sacana egoísta'. Mas hoje, só uma delas toma meus sonhos ( ou pesadelos) e infelizmente não consigo formular uma estratégia, sutil ao meu modo, prá alcançar o que quero. Seria brincar demais com o desconhecido...
Já que a probabilidade exibi-se no modo "imposível", que eu desenvolva um desapego que há anos tento prá conseguir dormir em paz. Além disso, quero pregos prá pregar aqueles pensamentos fujões que viajam além da conta.
* As noites! Apesar de eu preferir a noite e achar que mundo deveria ser ao contrário, ou que pelo menos me fossem dadas condições para que eu conseguisse sobreviver no mundo noturno, as noites tem sido inimigas. Cada dia mato uma com sacrifício.
Tem sido difícil dormir. Falta concentração no próprio sono, falta prender meus pensamentos no chão. Eu não consigo mais dormir sem um nível de dificuldade.
A mente voa... E é hora de pensar no quanto sou completa e incompleta; nas cagadas que eu queria como Clementine apagar; no Idiota estampado na minha testa; nas filhas da putice de cada dia; nas frustrações e por fim e pior, no que eu queria que fosse diferente.
Eu daria tudo por algumas coisas, bolo saídas que poderiam me proporcionar momentos de 'completa imbecil' ou de ' sacana egoísta'. Mas hoje, só uma delas toma meus sonhos ( ou pesadelos) e infelizmente não consigo formular uma estratégia, sutil ao meu modo, prá alcançar o que quero. Seria brincar demais com o desconhecido...
Já que a probabilidade exibi-se no modo "imposível", que eu desenvolva um desapego que há anos tento prá conseguir dormir em paz. Além disso, quero pregos prá pregar aqueles pensamentos fujões que viajam além da conta.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Preste atenção.
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Preste anteção querida,embora eu saiba que estas
resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serão mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção,o mundo e um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusções a po
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdaras so o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pès.
Ouvi e a carapuça serviu.
Se existissem premiações para condutas da vida ( ou na vida) receberia dupla premiação: "Grande Filha da Puta" do ano e "Idiota nº 1".
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Preste anteção querida,embora eu saiba que estas
resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serão mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção,o mundo e um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusções a po
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdaras so o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pès.
Ouvi e a carapuça serviu.
Se existissem premiações para condutas da vida ( ou na vida) receberia dupla premiação: "Grande Filha da Puta" do ano e "Idiota nº 1".
terça-feira, outubro 09, 2007
Cuidado: cão bravo!
Um convite de uma companheira de facul me instigou a postar.
Tá rolando aí um tal de MEME, que eu ainda não sei bem o que é, mas me parece que é sobre um conjunto de donos de blog que escrevem sobre o mesmo assunto, e a Pri ( www.aveneravel.blogspot.com) acendeu a vontade de postar hoje pela segunda vez falando sobre ser sociável ou não. Vamos lá...
_____________________________________________________________________
Ser sociável! Complexo discorrer sobre o assunto vivendo num mundo 'intra-umbigo'.
Eu até reconheço a facilidade em me relacionar, embora as vezes eu nem busque isso. Mas, dificilmente me vejo completamente sozinha ( o que pode ser um grande problema. Sei lá, algum sinal de desespero...). Fui pro RJ em julho, conheci gente desde o aeroporto de SP até no frescão indo prá Urca, aliás, uma alma boa que foi uma completa guia-turística me deixando exatamente no ponto em que eu deveria ficar. Amém, porque perdida no RJ, ninguém merece. E percebi que é comum: garçons, seguranças, vendedores, amigos de amigos, pessoas do ônibus, crianças... ninguém escapa. Educação, desespero, o que quer que seja... Eu sou assim.
Porém, isso não quer dizer que seja uma efusiva da vida, sou bem mal-humorada, principalmente de manhã. Gosto de fazer amigos, mas não gosto de fazer média. Sou educada com quem a recíproca é verdadeira, não me preocupo em agradar ninguém. Mas também não sou burra... ( entendam como quiser). Sinceramente, não gosto de não me dar bem com as pessoas. Pena que isso foge ao meu alcance.
Várias vezes já ouvi sobre a primeira impressão que tiveram de mim, e quase 100% das vezes me acham metida. Não sei porque... mas não causo as melhores impressões. Por isso digo, que comigo é amor a segunda vista.
Tá rolando aí um tal de MEME, que eu ainda não sei bem o que é, mas me parece que é sobre um conjunto de donos de blog que escrevem sobre o mesmo assunto, e a Pri ( www.aveneravel.blogspot.com) acendeu a vontade de postar hoje pela segunda vez falando sobre ser sociável ou não. Vamos lá...
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Ser sociável! Complexo discorrer sobre o assunto vivendo num mundo 'intra-umbigo'.
Eu até reconheço a facilidade em me relacionar, embora as vezes eu nem busque isso. Mas, dificilmente me vejo completamente sozinha ( o que pode ser um grande problema. Sei lá, algum sinal de desespero...). Fui pro RJ em julho, conheci gente desde o aeroporto de SP até no frescão indo prá Urca, aliás, uma alma boa que foi uma completa guia-turística me deixando exatamente no ponto em que eu deveria ficar. Amém, porque perdida no RJ, ninguém merece. E percebi que é comum: garçons, seguranças, vendedores, amigos de amigos, pessoas do ônibus, crianças... ninguém escapa. Educação, desespero, o que quer que seja... Eu sou assim.
Porém, isso não quer dizer que seja uma efusiva da vida, sou bem mal-humorada, principalmente de manhã. Gosto de fazer amigos, mas não gosto de fazer média. Sou educada com quem a recíproca é verdadeira, não me preocupo em agradar ninguém. Mas também não sou burra... ( entendam como quiser). Sinceramente, não gosto de não me dar bem com as pessoas. Pena que isso foge ao meu alcance.
Várias vezes já ouvi sobre a primeira impressão que tiveram de mim, e quase 100% das vezes me acham metida. Não sei porque... mas não causo as melhores impressões. Por isso digo, que comigo é amor a segunda vista.
get up, get out, get away.
Resolver já um grande passo prá quem é ligeiramente presa ao passado. Tomar atitude então, inacreditável!
O problema de grandes mudanças, para aqueles que são agarrados ao que já tem, é o momento 'em cima do muro' que fica. Você mudou, mas pensa em voltar. Afinal, ainda dá tempo.
A mudança ideal deveria ser assim: tocar o puteiro e mudar pro Katmandu. Já tá longe mesmo, sem a preocupação irritante com outras pessoas. Por uma desventura do destino, ainda não inventaram o teletransporte e eu não aprendi a técnica do dinheiro em árvore prá ter uma vida nômade, como nos meus sonhos.
Mudança implica num caminho que deve ser seguido por você e por quem queira te acompanhar. Nunca se sabe o que vem depois da curva. Hoje eu descobri a bifurcação.
O problema de grandes mudanças, para aqueles que são agarrados ao que já tem, é o momento 'em cima do muro' que fica. Você mudou, mas pensa em voltar. Afinal, ainda dá tempo.
A mudança ideal deveria ser assim: tocar o puteiro e mudar pro Katmandu. Já tá longe mesmo, sem a preocupação irritante com outras pessoas. Por uma desventura do destino, ainda não inventaram o teletransporte e eu não aprendi a técnica do dinheiro em árvore prá ter uma vida nômade, como nos meus sonhos.
Mudança implica num caminho que deve ser seguido por você e por quem queira te acompanhar. Nunca se sabe o que vem depois da curva. Hoje eu descobri a bifurcação.
sexta-feira, setembro 28, 2007
sobre tempo e pessoas

Ver como o tempo mexe com as pessoas é uma situação engraçada. É melhor quando você está num status 'out' e vê pela simples curiosidade de saber como elas vão. Mas aqui os pensamentos borbulham, não sossegam um segundo. Reparo de novo e sinto o olhar incapaz, como se atassem minhas mãos e minha boca. Deixo como está, sempre fui assim de deixar o barco correr... até encalhar ou naufragar, que de uma forma ou de outra, traz adrenalina. Agora a emoção é momentânea, passa como uma nau, onde no mar não deixa vestígios: quem não viu não pode dizer que estive ali.
Mas a cabeça não pára.
P.S inútil: Daria tudo por uma praia agora.
segunda-feira, setembro 24, 2007
água e açúcar.
Não vou ligar prá estética escrita hoje. Não quero saber da norma culta, do cuidado com repetição de palavras, do erudito. Hoje, sou coloquial. Hoje sou da geração romântica.
As notícias correm, lentas quando deveriam apressar-se, ligeiras quando deveriam ser vagarosas... e de repente você percebe que é um inútil diante do resto do mundo. E não digo em relação ao mundo personificado, estabelecendo uma relação comparativa entre pessoas, mas sim como um todo. Tanto se faz por viver. Por tantos se vive. E no fim, não há vida prá nada, nem prá ninguém pelo motivo óbvio e ululante de que a vida é finita. Já dizia Lobato: Pisca e nasce, pisca e morre. É ridículo discorrer sobre isso, porque a abordagem tornou-se cliché diante da impossibilidade de mudar a situação. Melhor dizendo, é isso e pronto. Não tem o que fazer! Nascemos e morremos, respeitando a ordem natural ou não. Alguns completam a faculdade, tem relacionamentos, crescem na carreira, tem dois ou três filhos, viajam, cumprem com seus planos. Outros saem de casa aos dezoito, tropeçam na casca de banana e batem a cabeça no poste. Pronto:pisca e morre. Nada faz isso mudar.
Vi um filme água com açúcar ontem. Daqueles fraquinhos, mas bonitinhos. E parei prá pensar em diversas coisas. Uma delas é a felicidade a qual todo ser humano procura. Plena ou não, isso é problema de cada um. Fato é que percebi que tal felicidade é sempre ligada à alguém, e se você não tem é um incompleto. Bem discutível... mas talvez deva ser mesmo. Porque não é possível que quase 100% das pessoas quando arrumam um namorado ( a) comportam-se como se estivessem numa bolha e é tudo perfeito. O mundo gira, coisas boas e ruins acontecem mas prá quem está "embolhado" é tudo maravilhoso.
A gente vive numa busca, inconsciente ou não, de alguém que nos complete, mas ainda mais que isso, que nos surpreenda. A meta é entrar na bolha, manter a bolha e jogar "tudo" fora quando a bolha explodir. O medo é piscar e morrer. Porque você acreditou que aquilo seria eterno, até que a travessia da rua determinasse que alguém deixe de existir. Piscou, morreu.
Água e açúcar para aquilo que estrapola o que é romântico ou para o que estrapola a limite da vida.
Se é que vocês me entenderam....
As notícias correm, lentas quando deveriam apressar-se, ligeiras quando deveriam ser vagarosas... e de repente você percebe que é um inútil diante do resto do mundo. E não digo em relação ao mundo personificado, estabelecendo uma relação comparativa entre pessoas, mas sim como um todo. Tanto se faz por viver. Por tantos se vive. E no fim, não há vida prá nada, nem prá ninguém pelo motivo óbvio e ululante de que a vida é finita. Já dizia Lobato: Pisca e nasce, pisca e morre. É ridículo discorrer sobre isso, porque a abordagem tornou-se cliché diante da impossibilidade de mudar a situação. Melhor dizendo, é isso e pronto. Não tem o que fazer! Nascemos e morremos, respeitando a ordem natural ou não. Alguns completam a faculdade, tem relacionamentos, crescem na carreira, tem dois ou três filhos, viajam, cumprem com seus planos. Outros saem de casa aos dezoito, tropeçam na casca de banana e batem a cabeça no poste. Pronto:pisca e morre. Nada faz isso mudar.
Vi um filme água com açúcar ontem. Daqueles fraquinhos, mas bonitinhos. E parei prá pensar em diversas coisas. Uma delas é a felicidade a qual todo ser humano procura. Plena ou não, isso é problema de cada um. Fato é que percebi que tal felicidade é sempre ligada à alguém, e se você não tem é um incompleto. Bem discutível... mas talvez deva ser mesmo. Porque não é possível que quase 100% das pessoas quando arrumam um namorado ( a) comportam-se como se estivessem numa bolha e é tudo perfeito. O mundo gira, coisas boas e ruins acontecem mas prá quem está "embolhado" é tudo maravilhoso.
A gente vive numa busca, inconsciente ou não, de alguém que nos complete, mas ainda mais que isso, que nos surpreenda. A meta é entrar na bolha, manter a bolha e jogar "tudo" fora quando a bolha explodir. O medo é piscar e morrer. Porque você acreditou que aquilo seria eterno, até que a travessia da rua determinasse que alguém deixe de existir. Piscou, morreu.
Água e açúcar para aquilo que estrapola o que é romântico ou para o que estrapola a limite da vida.
Se é que vocês me entenderam....
sábado, setembro 22, 2007
calma alma minha, calminha. Você tem muito o que aprender.
Passar a vida tentando montar um quebra-cabeça. As peças ora não se encaixavam de jeito nenhum, ora se encaixavam perfeitamente, até você ver que a última peça não pertence àquele jogo. Não encaixa e nem vai encaixar nunca, por mais tentativas que se faça.
Joguei o quebra-cabeça pela janela. Quem precisa deles?
Joguei o quebra-cabeça pela janela. Quem precisa deles?
quarta-feira, setembro 05, 2007
On wednesdays
Quarta-feira é um dia detestável e eu preciso quebrar essa barreira de não conseguir fazer nada nessa bosta de dia. Fatores psicológicos já devem estar embutidos.
sábado, setembro 01, 2007
Ser descontente é um fato. Felicidade plena, um mito.
Tomar atitudes pensando no bem, falsa ilusão. Que bem?! Meu bem?! Seu? De quem?
A gente segue o impulso e faz, (ou melhorando aqui: EU sigo o impulso e faço) e as coisas seguem temporariamente bem, até perder o controle. E quando perde o controle é o problema: você ainda não adivinha pensamentos, mas consegue mirabolar as mais devaneantes hipóteses e reflexões alheias. Aí começa a loucura. Aí começa a falta de ação. Ou no lugar da falta dela, a exceção. Numa síntese: confusão. No emocional: falta. Na imaginação: o que aconteceria se....
e assim se repete 44 vezes...
Tomar atitudes pensando no bem, falsa ilusão. Que bem?! Meu bem?! Seu? De quem?
A gente segue o impulso e faz, (ou melhorando aqui: EU sigo o impulso e faço) e as coisas seguem temporariamente bem, até perder o controle. E quando perde o controle é o problema: você ainda não adivinha pensamentos, mas consegue mirabolar as mais devaneantes hipóteses e reflexões alheias. Aí começa a loucura. Aí começa a falta de ação. Ou no lugar da falta dela, a exceção. Numa síntese: confusão. No emocional: falta. Na imaginação: o que aconteceria se....
e assim se repete 44 vezes...
domingo, agosto 26, 2007
Saudade é uma tranqueira.
Agora me dei conta que já devo ter falado de saudade e afins 4345677 vezes aqui. Mas não importa! É isso que tá me incomodando hoje e é sobre isso que vou escrever ( afinal de contas, o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser, alguma liberdade eu tenho que ter, pelo menos aqui nessa bizorra).
Eu descobri que existe uma falta que não dói. Há uma ausência que funciona como refil. Você pode estar em São Paulo e ele em Cuiabá, mas sabiam-se no retorno. Você pode estar no trabalho ele no desntista, mas sabiam-se onde. A falta que você não detém é quando você não sabe mais. E agora?
A saudade consiste em não saber. Não saber se anda dormindo pouco ou dando trabalho prá acordar. Não saber se está comendo direito, fumando muito, se foi ao médico como havia prometido. Se continua lendo gibis repetidos e sem entender finais de livros. Não saber se ainda continua a usar aquela camisa furada na barra e aquele tênis sem lavar.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais comprimidos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
Agora me dei conta que já devo ter falado de saudade e afins 4345677 vezes aqui. Mas não importa! É isso que tá me incomodando hoje e é sobre isso que vou escrever ( afinal de contas, o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser, alguma liberdade eu tenho que ter, pelo menos aqui nessa bizorra).
Eu descobri que existe uma falta que não dói. Há uma ausência que funciona como refil. Você pode estar em São Paulo e ele em Cuiabá, mas sabiam-se no retorno. Você pode estar no trabalho ele no desntista, mas sabiam-se onde. A falta que você não detém é quando você não sabe mais. E agora?
A saudade consiste em não saber. Não saber se anda dormindo pouco ou dando trabalho prá acordar. Não saber se está comendo direito, fumando muito, se foi ao médico como havia prometido. Se continua lendo gibis repetidos e sem entender finais de livros. Não saber se ainda continua a usar aquela camisa furada na barra e aquele tênis sem lavar.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais comprimidos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
sexta-feira, agosto 24, 2007
Enquete do dia:
Se a comodidade é uma busca constante, porque a gente cansa?
Porquê quando algo é cômodo se torna alvo de críticas?
Mande as respostas para caixa postal 4587-999- Oslo.
Porquê quando algo é cômodo se torna alvo de críticas?
Mande as respostas para caixa postal 4587-999- Oslo.
quinta-feira, agosto 23, 2007
Por um instante penso em porque catzo a gente insiste em fazer as coisas durante o dia. Não adianta, eu sou imprestável pela manhã e deixo a desejar pela tarde. À noite meu raciocínio acelera, minha disposição é ótima e eu definitivamente não sinto sono. Infelizmente tenho que jogar tudo isso fora devido à obrigação cultural e tradicional de levantar as 6h00 da manhã ( sim, uma obrigação que NUNCA é cumprida, ocorrendo de 5 minutos de atraso à perda total da manhã).
Mas a madrugada por ora é minha inimiga. Inferno!
Mas a madrugada por ora é minha inimiga. Inferno!
domingo, agosto 19, 2007
Filosofia ( de fim) de boteco

Ontem tive a noite interrompida por lembranças. Ou melhor, tive a noite interrompida por uma música que já era esquecida. Ao som dos primeiros acordes parei. Estática comecei a ver um filme que passava pela minha cabeça. Sequência, coesão e coerência de cenas, sons e sinestesia equalizados e lineares. Toda uma época que parecia eterna, todas as pessoas que pareciam enraizadas a você, toda a crença de uma estabilidade infinita, voando. Aí eu senti saudades... Mas não foi algo puro como a saudade romântica recomenda, pelo contrário, o sentimento agiu quebrando expectativas, tornando-se egoísta. Queria viver de novo! Voltar alguns anos. Não seria inviável se não fosse impossível.
As lembranças são um demônio de duas faces, como a Hera na mitologia ( ok, isso vai do julgamento de cada um... mas que ela era uma peste, era). Elas podem confortar, mas podem atormentar. Eu sigo firme na minha teoria de que nós devíamos escolher o que guardar na memória, embora o todos devamos viver nosso momento de crime e castigo, seria justo que pelo menos parte do nosso interior, daquele que ninguém mais pode acessar, nós possamos lembrar somente aquilo que desejarmos. É complexo, é. Diverjo e contrario-me cada vez que afirmo tal coisa. Mas pense em se ver livre.... Somente imagine....
segunda-feira, agosto 13, 2007
Volta ao mundo em 525468743468 dias
O bom de remexer coisas velhas é achar antigos planos. Achei hoje o roteiro dos meus sonhos, prá morrer feliz! E fazer TUDO que tenho direito, lógico.
Roteiro:
- Argentina: Andar de cabrito pelos andes; beber muito vinho; comer queijo; lotar a mala de agasalhos de lã; aprender a falar 'maravilhotzo' e dançar um belo tango com um belo latino segurando uma rosa pela boca.
- Peru: Visitar Machu-Pichu ( óbvio!); comer chili e roubar estátuas. Aprender a dança da chuva.
- México: Virar atriz de novela; vestir cobertores; comer muito taco e muita pimenta; dançar a dança dos muchachos e muchachas; usar sombreros; mudar meu nome para Vanessa Piedade, ou algo do tipo. ( Aceito sugestões). Ah, tomar muuuuuuita tequila, claro! E andar por becos escuros.
- E.U.A: Texas. Virar piriguete do velho-oeste; usar drogas naturais; usar armas; vestir roupas cheia de babados e meia arrastão; ter um cavalo.
- Hawaii: Usar roupas de havaianas; aprender a surfar; dormir olhando as estrelas; tomar daquiri; rir do cabelo alheio; encontrar pessoas bonitas; falar 'aloha'; adotar um carangueijo e chamá-lo de totó; por flor no pescoço.
- Londres: Virar punks e gritar pelas ruas " God save the queen", perseguir a PJ Harvey e o Brian Molko; tomar chá; tacar pedras nos guardas da rainha; dormir em porões; ir em shows de bandas rodeadas por grades; ir a pubs; fumar; beber cerveja até vomitar; acordar na cama de alguém famoso.
- Índia: Andar de elefante; fazer ioga e atingir o ápice espiritual; venerar a natureza; usar lenços e colares na cabeça; colar pedrinhas no rosto; deitar em camas de prego; soltar fogo pela bolca; hipnotizar cascavéis e dormir sob uma árvore bem grande.
- Espanha: Dançar com aquelas conchitas; ver o 'Guernica'; fazer siesta.
- França: Aprender a pintar; imitar a cena da torre de 'Nós que aqui estamos, por vós esperamos'; falar 'cherrie'.
- Itália: Dançar descalço na uva, comer muita massa e tomar muito vinho, dormir embaixo de uma videira, andar de trem, navegar em Veneza antes que ela suma, correr entre as plantações de café.
- Nova Zelândia: Ver neve e passar muito frio, ficar em cabanas de madeira, pular de bungee jump.
- Japão: Ver as casas japoneas, templos, geixas, samurais, sushisman, animês e dragões, ir prá balada japonesa usando peruca, aprender Kung-fu.
Por hoje é só. Aceito sugestões!
Roteiro:
- Argentina: Andar de cabrito pelos andes; beber muito vinho; comer queijo; lotar a mala de agasalhos de lã; aprender a falar 'maravilhotzo' e dançar um belo tango com um belo latino segurando uma rosa pela boca.
- Peru: Visitar Machu-Pichu ( óbvio!); comer chili e roubar estátuas. Aprender a dança da chuva.
- México: Virar atriz de novela; vestir cobertores; comer muito taco e muita pimenta; dançar a dança dos muchachos e muchachas; usar sombreros; mudar meu nome para Vanessa Piedade, ou algo do tipo. ( Aceito sugestões). Ah, tomar muuuuuuita tequila, claro! E andar por becos escuros.
- E.U.A: Texas. Virar piriguete do velho-oeste; usar drogas naturais; usar armas; vestir roupas cheia de babados e meia arrastão; ter um cavalo.
- Hawaii: Usar roupas de havaianas; aprender a surfar; dormir olhando as estrelas; tomar daquiri; rir do cabelo alheio; encontrar pessoas bonitas; falar 'aloha'; adotar um carangueijo e chamá-lo de totó; por flor no pescoço.
- Londres: Virar punks e gritar pelas ruas " God save the queen", perseguir a PJ Harvey e o Brian Molko; tomar chá; tacar pedras nos guardas da rainha; dormir em porões; ir em shows de bandas rodeadas por grades; ir a pubs; fumar; beber cerveja até vomitar; acordar na cama de alguém famoso.
- Índia: Andar de elefante; fazer ioga e atingir o ápice espiritual; venerar a natureza; usar lenços e colares na cabeça; colar pedrinhas no rosto; deitar em camas de prego; soltar fogo pela bolca; hipnotizar cascavéis e dormir sob uma árvore bem grande.
- Espanha: Dançar com aquelas conchitas; ver o 'Guernica'; fazer siesta.
- França: Aprender a pintar; imitar a cena da torre de 'Nós que aqui estamos, por vós esperamos'; falar 'cherrie'.
- Itália: Dançar descalço na uva, comer muita massa e tomar muito vinho, dormir embaixo de uma videira, andar de trem, navegar em Veneza antes que ela suma, correr entre as plantações de café.
- Nova Zelândia: Ver neve e passar muito frio, ficar em cabanas de madeira, pular de bungee jump.
- Japão: Ver as casas japoneas, templos, geixas, samurais, sushisman, animês e dragões, ir prá balada japonesa usando peruca, aprender Kung-fu.
Por hoje é só. Aceito sugestões!
domingo, agosto 12, 2007
Jesus, um blackout, por obséquio!
Jesus, apaga a luz!
Pelo menos no escuro consigo aproveitar até mesmo os meu equívocos.
Pelo menos no escuro consigo aproveitar até mesmo os meu equívocos.
sexta-feira, agosto 03, 2007
"...e quando você falha na poesia você erra a vida"
Eu parei prá escrever uma poesia. Não sabia como...
Me entreguei as palavras desconhecidas. Fui tentando conhecer o mundo dos significados, adentrando, descobrindo.
Por muitas vezes tentei fazer um reflexo de mim, uma espécie rascunho adequado, moldado à minha figura. Não consegui. Me vi diferente... não entraria num papel. Então eu fiz o papel entrar em mim, modificando toda a parte que poderia, formando um novo eu. Tinha medo do papel voar antes de eu colocar uma letra lá...
Aí eu comecei a escrever. E por muitas e muitas vezes eu errei e chorei borrando as letras. Apaguei tudo e reescrevi cuidadosamente. Tive raiva em não saber o que por lá e rasguei o papel, e lógico que me arrependi depois tentando colar cada pedacinho. E foram tantos recortes e tantos remendos. A maioria deles nem se notava mas alguns ficaram bem marcados.
E fui escrevendo, até desgastar o papel. Até descobrir que não sabia escrever... Percebi o poder das palavras e fiquei com medo. Tanto medo que parei: não conseguia imprimir uma vírgula se quer... Tudo que saiu de mim foi o ponto final.
Falhei na poesia.
Me entreguei as palavras desconhecidas. Fui tentando conhecer o mundo dos significados, adentrando, descobrindo.
Por muitas vezes tentei fazer um reflexo de mim, uma espécie rascunho adequado, moldado à minha figura. Não consegui. Me vi diferente... não entraria num papel. Então eu fiz o papel entrar em mim, modificando toda a parte que poderia, formando um novo eu. Tinha medo do papel voar antes de eu colocar uma letra lá...
Aí eu comecei a escrever. E por muitas e muitas vezes eu errei e chorei borrando as letras. Apaguei tudo e reescrevi cuidadosamente. Tive raiva em não saber o que por lá e rasguei o papel, e lógico que me arrependi depois tentando colar cada pedacinho. E foram tantos recortes e tantos remendos. A maioria deles nem se notava mas alguns ficaram bem marcados.
E fui escrevendo, até desgastar o papel. Até descobrir que não sabia escrever... Percebi o poder das palavras e fiquei com medo. Tanto medo que parei: não conseguia imprimir uma vírgula se quer... Tudo que saiu de mim foi o ponto final.
Falhei na poesia.
quarta-feira, julho 25, 2007
Daydreaming
Análisar é praxe. É um procedimento obrigatório que tem como fim brecar a compulsão. Necessário ou obrigatório, não é eficaz ( não prá mim).
Limpando os óculos
Não era de uma beleza excepcional. Não estonteava, nem ao menos seguia padrões.
Não facilitava com as primeiras impressões, apesar de ser flexível, era extremista nessa questão: gostavam ou detestavam. Normalmente um convívio necessário mostra o contrário do pré-conceito. É necessário transpor o véu vagarosamente e ir reparando em minuciosos detalhes com delicadeza. É como ir descobrindo algo que está debaixo de panos há muito tempo. Ou como uma surpresa.
Conseguia mostrar o que está por dentro, se doava por completo. Se jogava em abraços, e quando não, passava a intensidade do mesmo num simples toque de mão. Deixava-se se levar por situações, mas tinha a capacidade de criá-las com uma sutileza indefinível. Deixava clara sua dificuldade em tomar decisões e não importava em se expor em busca de uma identificação. Limitava-se. Desistia. Dom da retórica utilizado só em situações extremas, com avaliação rigorosa. Dom da escrita também. Mostrava-se muito mas não enxergava. Imaginava-se sempre menos. Destestava expectativas... mas criava mesmo sem querer.
Devia ter algo como trastorno bipolar. Algo incomodava à noite... soprava aos seus ouvidos perturbando seu sono. Tinha o desejo de conseguir controlar o que guardar na memória. Utópica.
Envolvida...
Era interessante, bons papos no seu conteúdo. Livros e música como paixões.
Algo que contrariava a lei da "primeira vista"
Não facilitava com as primeiras impressões, apesar de ser flexível, era extremista nessa questão: gostavam ou detestavam. Normalmente um convívio necessário mostra o contrário do pré-conceito. É necessário transpor o véu vagarosamente e ir reparando em minuciosos detalhes com delicadeza. É como ir descobrindo algo que está debaixo de panos há muito tempo. Ou como uma surpresa.
Conseguia mostrar o que está por dentro, se doava por completo. Se jogava em abraços, e quando não, passava a intensidade do mesmo num simples toque de mão. Deixava-se se levar por situações, mas tinha a capacidade de criá-las com uma sutileza indefinível. Deixava clara sua dificuldade em tomar decisões e não importava em se expor em busca de uma identificação. Limitava-se. Desistia. Dom da retórica utilizado só em situações extremas, com avaliação rigorosa. Dom da escrita também. Mostrava-se muito mas não enxergava. Imaginava-se sempre menos. Destestava expectativas... mas criava mesmo sem querer.
Devia ter algo como trastorno bipolar. Algo incomodava à noite... soprava aos seus ouvidos perturbando seu sono. Tinha o desejo de conseguir controlar o que guardar na memória. Utópica.
Envolvida...
Era interessante, bons papos no seu conteúdo. Livros e música como paixões.
Algo que contrariava a lei da "primeira vista"
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