quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Unknown

"Curioso isso!Sempre o que é desconhecido é interessante, uma vez que temos uma necessidade latente de sempre deixar as coisas claras. E porque tantata clareza? Quando o que realmente nos interessa é o desconhecido, portanto, podemos concluir que não saber é bom...rsQuando se sabe tudo só nos resta a morte, então continue não sabendo....kkk" Priscila.


E porque tanta clareza mesmo?! Passamos a vida nesse paradoxo entre o túnel e a luz, e assim quando finalmente chegamos ao clarão queremos voltar em direção ao lado escuro.
Gostamos do mistério, de não saber que o vai acontecer, o que outrém por ora pensa, o que fazer ano que vem ou no próximo segundo.
Seguimos a luz porque a dúvida sufoca, entretanto esclarecer se torna tão... chato.

sábado, fevereiro 23, 2008

Quase nada, amor.

De você sei quase nada.
Pra onde vai ou porque veio.
Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho.
Será um atalho? Ou um desvio? Um rio raso? Um passo em falso? Um prato fundo? Pra toda fome que há no mundo.
Noite alta que revele um passeio pela pele,
Dia claro madrugada... de nós dois não sei mais nada.
De você sei quase nada.
Pra onde vai ou porque veio. (...)
Se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada?
Amor que chega sem dar aviso não é preciso saber mais nada.


Não sei quase nada e também não preciso falar mais nada. Tô ficando mole mesmo, viu?!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

acaso.

Tem coisa que a gente quer e não pode.
Tem coisa que a gente pode e não quer.
Outras a gente pode e quer, mas não faz.
Tem aquelas que a gente não pode e não quer, então tanto faz.
Tem coisa que a gente queria não querer, mas quer.
tem coisas que a gente fecha o olho e faz, mas tem medo.

Tem coisas que a resistência aguenta, para todas as outras existe o ....

bom, deixa prá lá.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Uh oh!

As pessoas se arranjam e eu continuo uma zona.

domingo, janeiro 27, 2008

São Paulo, a cidade que nunca dorme
24.01.08 09:41 pm
Queixas à parte, profissionalização e padrões de qualidade sempre aprimorados faz resplandecer panorama otimista à variada noite paulistana.


por Caio Mendes.


Claro, se o transporte público nos desse condições de aproveitar o resplandecente panorama da noite de São Paulo.
Acho bem questionável uma cidade de 11 milhões de habitantes, com uma diversidade incrível de bons programas para se fazer durante a noite, oferecer transporte público até no máximo, vejam bem, no MÁXIMO a 1h da manhã.
Cinema na sessão da meia noite, esticar o boteco até mais tarde, baladinha, conversa na casa dos amigos ou qualquer outra coisa que você queira fazer no período noturno, corra porque você pode não ter como voltar prá casa. Se a balada tá miada, aí ferrou amigo! Ache um Mc Donalds 24h ou um posto de gasolina prá passar a noitada. Claro, você pode tentar pechinchar e convencer o motorista simpático a aceitar as suas poucas moedas prá te levar prá casa.
Há a opção também de sair com o espírito preparado prá virar a madruga na rua e esperar gentilmente e PACIENTEMENTE o ônibus passar as 4h30, 5h, 6h se for domingo. Mas cuidado: geralmente eles passam de hora em hora, passam três de uma vez ou a cada 5h horas, e seu saturday night sofre o acréscimo de mais algumas horas das calmas manhãs de domingo.
Não se afobe! Dizem que as manhãs de domingo são as horas mais proveitosas de toda a semana em São Paulo. Você pode apreciar a calmaria e a paisagem das janelas fechadas enquanto as pessoas dormem e você não.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

vício

Círculo. Bola. Bolha. Redondo. Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião e pára no mesmo lugar.
Certas coisas tem uma tendência tão grande à repetição, que quando estas acontecem de fato, a frase que vem à mente sempre é " não é possível que isso tá acontecendo de novo".
O curioso, é que por duas vezes foi diferente. Engana-se se você pensou no final! Nunca seria ( olha prá mim e logo procure o Murphy ao meu lado)! A diferença foi o pensamento.
Na primeira dessas duas vezes houve uma premeditação.Pára, pensa, a cabeça borbulha e no meio daquela fervura que pede uma solução rápida o corpo reage, e reage mal. "Sumir, sumir, sumir" são as primeiros ecos seguidos por " medo". Dois segundos e tudo muda, e ainda diante desse caos físico e psicológico desenvolvidos numa fração de segundos, o fim já está estampado e claro. O último pensamento foi " porque as pessoas gostam de fazer isso comigo?".
E prá finalizar a contradição de pensamentos viciosos, encrenquei-me de verde e amarelo. A essência é sempre a mesma, o fim nem se fala... mas a cabeça, a cabeça não. A consciência berrou diferente e eu não consegui ouvir.
Termino aqui com um questionamento, o qual eu sei que ninguém será capaz de responder já que minhas internas são tão internas quanto o meu pâncreas. Karma, sina ou falta de vergonha na cara?

quarta-feira, janeiro 23, 2008

"e então aconteceu:do fundo de meu coração,eu queria aquela rosa pra mim.eu queria,ah como eu queria.e não havia jeito de obtê-la.[...]no meio do meu silêncio e do silêncio da rosa,havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha.eu queria poder pegar nela.queria cheira-la até sentir a vista escura de tanto perfume..." [clarice lispector]


Era isso que eu queria escrever, mas ainda não sei.
Leio tanto e na minha leitura me pergunto se um dia saberei escrever. Mas não palavras soltas, quero escrever sentimentos, tão sutis quanto cetins. Ser ambígua e metafórica e mesmo assim totalmente clara. Expor qualquer caos mental sem atribuí-los diretamente a mim.
Eu pensei tanto antes de escrever, e rascunhei, rascunhei e apaguei. Escrevi de novo, apaguei e desisti. Por fim, achei minhas palavras nas letras de Lispector. Elas sempre são de alguém.

23/01/2008


Um passo atrás do outro e um tropeço. Dois passos e uma queda.

Quem se importa?

Cada um na sua. O momento é nosso, mas cada um é na sua. E fingir naturalidade diante disso é tarefa árdua, onde a face mostra um sentimento que é oposto ao que o estômago expõe.
Para aqueles que dizem que sou impulsiva, eu afirmo que estou no melhor momento do meu auto- controle. Vejam bem, disse auto-controle e não resistência.
A resistência continua cada vez mais baixa, o que pode gerar problemas incríveis. Em compensação o meu momento self-control surpreende-me a cada dia, mesmo que isso resulte num inferno de Dante em minha mente.
Sucintamente: tá no inferno, abraça o capeta, mas espere o momento certo prá enfiar o pé na jaca.


"I did, what I had to do, if there was a reason, it was you
don't even think about gettin' inside
Voices in me head...ooh, voices
I got scratches, all over my arms
One for each day, since I fell apart
I did...oh, what I had to do, if there was a reason,it was you
Footsteps in the hall, it was you, you...oh...Pictures on my chest, it was you, it was you..."
( Footsteps - Pearl Jam)

domingo, janeiro 20, 2008

Síndrome da uma semana.

Síndrome desenvolvida geralmente no pós- relacionamento ou pós- convivência ( de duas ou mais pessoas) por um determinado período, a qual há uma tentativa de aproximação por uma das partes. Tal tentativa possui geralmente a média de uma semana, após isso a substância non ducor duco ( vulgarmente conhecido como foda-se) do cérebro é ativada causando atitudes inesperadas por parte do indivíduo.



Fui clara?

terça-feira, janeiro 15, 2008

Lembrei que Glauber não é nome de jogador de futebol e sim de um grande diretor de cinema brasileiro. Paciência... é infeliz do mesmo jeito.
Mas mudemos prá Glédson e continuemos com a máfia futebolística de nomes.

Quem diabos se chamaria Westin?

Quem? Que mãe olharia prá cara de seu pequeno e lhe diria " Vai se chamar Westin"?
O fato é que ninguém se chama Westin, ou melhor, ninguém além de um jogador de futebol. Jogadores de futebol, aliás, tem o privilégio de estrearem nomes novos no mercado. Só pode ser daí que outro alguém se chame Westin, seria uma espécie de homenagem ao grande ídolo iniciando assim, a máfia dos nomes infelizes no mundo.
Qual é o problema com o João ou Antônio?! Até Severino ( com MUITÍSSIMO respeito aos Severinos) é mais entendível e aceitável que Westin ou Glauber ou... Richarlyson!
Devia existir um movimento dos cartórios em prol da brazilidade ou até simplicidade de nomes.


Tudo isso foi prá distrair minha cabeça e meu estômago, porque ambos estão fritando tanto, e definitivamente já foi a hora de fazer algo.

terça-feira, janeiro 08, 2008

" Numa moldura clara e medíocre sou aquilo que se vê".

Não, eu não tenho nada a que eu me dedique freneticamente. Meu quadro de habilidades está vazio por opção minha, dos outros ou pela simples falta de existência ( persistência).
Comecei com a natação. Parei aos 11 anos sabe deus porquê. Talvez seja pela vidinha nômade que eu levei durante longos anos. Fiz pintura aos dez. Pergunto-me até hoje quem diabos colocou aquela idéia na minha cabeça! Adoro artes visuais, mas fazê-las está longe da minha capacidade. Se bem que o quadro não ficou tão tenebroso assim, uma vez que não fui eu quem o desenhou. Além de péssima pintora eu fui fraudolenta! Depois de alguns anos no ócio fui parar nas artes marciais que ainda são minha paixões. Pratiquei Aiki-do, full-contact, jiu-jitsu e parei no judô por um tempão. Até quebrar a clavícula! Quem sabe eu volte...
Eu costumava correr com meu pai pela madrugada. Fiz teclado, Kumon para ver se meu raciocínio matemático saia do estado de inércia, mas não pega nem no tranco.
Hoje não pinto, não luto, não corro, não nado, não jogo. Toco um violãozinho meia boca.
O que eu realmente gosto de fazer é ler. Mas não acredito que eu me dedique tanto a isso quanto a prática de um hobby requer. O mundo é tão vasto dentro de livros, e eu sinto que ainda não sai de um principado.




Nem o simples é tão detestável quanto o medíocre.
- Qual é o seu hobby? - perguntam-me.
- Meu hobby? - devolvo. - Hmmm, não sei.
- Como não sabe? Hobby é uma atividade a qual você se dedica sem fins lucrativos...
- Eu sei o que é hobby, só não sei qual é o meu. Qual é o seu?
- Guitarra.

(...)

- Estou pensando ainda sobre meu hobby. Acho que não me dedico a nada.

domingo, dezembro 23, 2007

Ó Sr. das viradas de ano,

Deixo aqui a lista de promessas que com certeza não serão cumpridas:


Eu prometo parar de pensar muito em mim;
Prometo parar de pensar nos outros também. Os pensamentos tem que ir bem além de nós.
Prometo não ficar sem dormir e prometo também não dormir mais que 14h quando conseguir fazê-lo.
Prometo praticar a política da boa vizinhança;
Prometo tentar falar melhor da faculdade e não faltar tanto às quartas-feiras.
Prometo tomar menos paracetamol, menos coca-cola; ingerir menos chocolate e fumaça. Só não falo nada da cerveja porque mesmo que estas promessas não sejam cumpridas, não poderia colocar aqui uma incumprível.
Prometo fazer dieta os 365 dias do ano ( lê-se comer melhor e não parar de comer).
Prometo ler todos os clássicos do mundo e assistir todos os filmes do Godart.
Prometo também tentar gostar mais de linguística.
Prometo deixar de fazer coisas medíocres por preguiça ou falta de saco.
Prometo também estudar arte, criticar menos os extremistas políticos, falar menos mal da cidade e do mundo.
Prometo não me irritar quando encontrar pessoas que gostem de Paulo Coelho, Zíbia Gasparetto e Dan Brown mas não conseguem ler Machado de Assis por não ser acessível ( AHHHHHHHHHHHHHH!).
Prometo sair menos de sábado e arrumar mais vezes o meu quarto ( pelo menos a cama).
Prometo não chegar mais que uma hora atrasada nas aulas.
Prometo ler o caderno de economia, inclusive os índices de valores. Prometo ler até os classificados.
Prometo ir mais ao cinema e ao teatro ( essa eu QUERO cumprir, mesmo!).
Prometo comprar um livro por mês, mas não estourar meu cartão de crédito com isso.
Prometo ir e voltar a pé da facul, diminuir meu estresse de cada dia com o Hospital das Clínicas e o peso também.

Assim, deixos essas promessas que serão quebradas talvez quando fevereiro chegar ou quem sabe, na própria virada do ano onde minha única promessa é enfiar o pé na jaca de uma vez.

domingo, dezembro 16, 2007

Oh shit.

É bastante discutido e bem discutível a capacidade crítica das pessoas sem antes olhar pro próprio-umbigo. O pior disso tudo é que eu ainda caio nessas. Consideração prá lá, o que pensarão aqui, não merece isso dali, não precisa disso acolá até tomar um balde de água fria na cabeça.
Sinceridade e hipocrisia brigando feito cães; e claro, aquele famoso IDIOTA estampado na minha testa.
Agora eu posso dormir tranquila porque sei que não importa o que você faça, farão pior com você. É só uma pena morrer sufocado com a própria carapuça. Já dizia meu pai: "é bom prá ficar esperta".

Bye bye insomnia!

sábado, dezembro 15, 2007

Já foi!

Eu insisto tanto em me arrepender das coisas que eu disse, ainda que só prá mim. A frase fica ecoando na minha cabeça como um mantra e quando eu acho que esqueci, pronto! Eu lembro...
Ô culpinha companheira que faz com que eu me sinta injusta. Mas eu JURO que não foi por mal.

domingo, dezembro 09, 2007

Os dias no calendário vão expirando tão rápido que não vejo. Quando vi, acabou. E continuo na esperança de que seja assim durante mais duas semanas, as quais trarão o alívio do fim das atividades acadêmicas mas o prolongamento das contratuais. Quero piscar e ver acabar.

Os dias do fim do ano são nostálgicos e famintos.

" queixo-me as rosas
mas que bobagem, as rosas não falam
simplesmente as rosas exalam
o perfume que roubam de ti"


É tão estranho...

quinta-feira, novembro 15, 2007

I'll stand by you!

Por mais que você se sinta perdida, por alguns instantes você é uma das bases de alguém... sofrendo, ou não. E deve tirar forças e passar segurança com aquele lema ' tudo vai dar certo'. Dar certo porra nenhuma, porque não é sempre que dá não. E aí, como explicar?

Jú, lembrei de você:

Oh, Why you look so sad?
Tears are in your eyes
Come on and come to me now
Don't be ashamed to cry
Let me see you through
Cause I've seen the dark side too.
When the night falls on you
You don't know what to do
Nothing you confess
could make me love you less
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
So,
If you´re mad, get mad
Don't hold it all inside
Come on and talk to me now
But hey, what you've got to hide
I get angry too
But I'm a lot like you
When you're standing at the crossroads
Don't know which path to choose
Let me come along
Cause even if your wrong...
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Take me in into your darkest hour
And I'll never desert you
I'll stand by you
And when,
When the night falls on you baby
You´re feeling all alone
Walking on your own
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Take me in into your darkest hour
And I'll never desert you
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I'll stand by you
I'll stand by you
Won't let nobody hurt you
I`ll stand by you

quinta-feira, novembro 08, 2007

Ar!

Hora de cortar o cabelo e mudar a cor. O corpo pede mudança.
Hora de jogar coisas fora, de mudar a rotina do quarto. Ver sacolas cheias de passado indo pro lixo ( não quero pensar na possibilidade de reciclagem).
Hora de mudar a roupa, de tirar a roupa. Hora de trocar música, mudar a página. De buscar incansavelmente e de se conformar.
Hora de tocar o puteiro com aquele pingo de juízo.
Hora de comprar um tênis de cor diferente.
Hora de viajar, viajar, viajar.
Hora de ir a pé.
Hora de fazer amigos e ir descobrindo o íntimo alheio.
Hora de ver a noite.
Hora da possibilidade utópica.

Fim do ano sempre traz esse gosto piegas de mudança.