domingo, novembro 22, 2009
sexta-feira, novembro 20, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009
Caio diz por mim
Já li tudo, cara, já tentei macrobiótica psicanálise drogas acupuntura suicídio ioga dança natação Cooper astrologia patins marxismo candomblé boate gay ecologia, sobrou só esse nó no peito, agora o que faço? [C.F.A]
domingo, novembro 08, 2009
Escolha uma faculdade. Escolha uma roupa prá sair. Escolha um filme. Escolha um namorado. Escolha seus amigos. Escolha praia, ou campo. Escolha um estilo. Escolha beber ou ficar careta. Escolha ir ou faltar. Escolha mentir ou dizer a verdade. Escolha levantar ou esperar os cinco minutinhos. Escolha mudar ou ficar na mesma. Escolhas que mudam o curso do nosso destino. Escolhas que sentenciam o preço a ser pago. Escolhas...
quinta-feira, outubro 15, 2009
repito.
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito, você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!" E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era.
E o que era?Era a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se (me) machucar.
Eu corro todos os riscos,você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteira e você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito, você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!" E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era.
E o que era?Era a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se (me) machucar.
Eu corro todos os riscos,você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteira e você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?
quinta-feira, setembro 24, 2009
São Paulo da garoa, em plena tempestade bem na hora de ir trabalhar. A chuva é um sinal de azar em dias úteis e horário comercial. Meia molhada, cabelo desgrenhado, guarda-chuva que insiste em quebrar. Mas no meu caso, o problema foi a não existência de um.
O guarda-chuva e eu temos problemas pessoais, onde ele está eu não estou e vice-versa. Só que dessa vez eu precisava dele, desejava um guarda chuva mais do que o Brad Pitt pelado na minha cama.
Eis que eu, condenada a vários pingos vis, peguei o elevador e me deparei com uma senhorinha que nunca tinha visto nas dependências do humilde barraco. Papo vai, papo vem, "que chuva", "desde de manhã"," não tenho guarda chuva" e o elevador parou no destino de ambas. Conformada que não teria jeito, meu fim era trabalhar com a meia molhada, encarei a porta de saída quando de repente uma vozinha ecoa "Olha, minha filha, me leva na esquina e vá trabalhar com meu guarda-chuva, não tem problema, amanhã você me devolve". Hesitei alguns instantes, olhei pro guarda-chuva, prá vovozinha, prá tempestade e aceitei a boa ação.
Fiquei em estado de choque como ainda tem pessoas que não se acham o umbigo do mundo.
.
.
O único problema foi que o karma foi cumprido e eu esqueci o guarda-chuva de terceiros no trabalho.
O guarda-chuva e eu temos problemas pessoais, onde ele está eu não estou e vice-versa. Só que dessa vez eu precisava dele, desejava um guarda chuva mais do que o Brad Pitt pelado na minha cama.
Eis que eu, condenada a vários pingos vis, peguei o elevador e me deparei com uma senhorinha que nunca tinha visto nas dependências do humilde barraco. Papo vai, papo vem, "que chuva", "desde de manhã"," não tenho guarda chuva" e o elevador parou no destino de ambas. Conformada que não teria jeito, meu fim era trabalhar com a meia molhada, encarei a porta de saída quando de repente uma vozinha ecoa "Olha, minha filha, me leva na esquina e vá trabalhar com meu guarda-chuva, não tem problema, amanhã você me devolve". Hesitei alguns instantes, olhei pro guarda-chuva, prá vovozinha, prá tempestade e aceitei a boa ação.
Fiquei em estado de choque como ainda tem pessoas que não se acham o umbigo do mundo.
.
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O único problema foi que o karma foi cumprido e eu esqueci o guarda-chuva de terceiros no trabalho.
sexta-feira, setembro 18, 2009
segunda-feira, setembro 14, 2009
Insônia.
A insônia está quase personificada na minha vida. Estou a ponto de chamá-la para um café, trocar algumas idéias, alguma coisa que faça do ócio torturoso algo criativo. Que pelo menos ela sirva para aliviar as angústias, e não apertá-las. Se é para ela vir e ficar, que ouça os meus desabafos.
_____________________________________________________________________
Fernando Pessoa ( Álvaro de campos )
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite — Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam —
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam —
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos... E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência, Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem... Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são?
Não sei. Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente.
Mas não durmo.
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Fernando Pessoa ( Álvaro de campos )
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite — Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam —
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam —
Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos... E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência, Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem... Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são?
Não sei. Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente.
Mas não durmo.
quarta-feira, setembro 02, 2009
terça-feira, setembro 01, 2009
Deixo tudo assim
não me importo em ver a idade em mim
ouço o que convém
eu gosto é do gasto
sei do incômodo e ela tem razão quando vem dizer
que eu preciso sim
de todo o cuidado
e se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar
o que eu fiz
quem então agora eu seria
ahh, tanto faz
e o que não foi não é
eu sei que ainda vou voltar
mas eu quem será?
deixo tudo assim
nao me acanho em ver
vaidade em mim
eu digo o que condiz
eu gosto é do estrago
sei do escândalo e eles tem razão quando vem dizer
que eu não sei medir
nem tempo e nem medo
e se eu for o primeiro a prever e poder
desistir do que for dar errado
ahhh ora se não sou eu,
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
dispenso a previsão.
ahhh, se o que eu sou
é tambem o que eu escolhi ser,
aceito a condição.
vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração.
quando fala comigo,
quando eu sei ouvir.
quarta-feira, agosto 26, 2009
um olhar sobre o divã.

A resistência foi bem alta prá admitir que precisava chegar ali. Foram alguns meses prá que a ligação fosse feita e enfim tivesse um encontro marcado. "Eu vou falar o quê?".
Segunda-feira de manhã, cabeça de ressaca, boca seca e a sala de espera vazia. A primeira idéia ao sentar é levantar e ir embora, mas minha resistência é boa até nisso. Eu entro e contradizendo meus pensamentos, as palavras voam, e os olhos, assim como a boca, continuam secos. Surpresa. Leveza.
Minha alma se esvazia e encontro a verdade fria. E envolvida por essa descoberta, ando pelas ruas de Higienópolis sentindo o vento e a garoa de um dia nublado e frio, como a própria verdade em mim.
quinta-feira, agosto 20, 2009
Aquele que diz que depois da tempestade vem a bonança deveria ter um terceiro ponto de vista. Quando a tempestade de fato vem, incrivelmente tiramos força do lugar mais profundo de nossa existência para sobrevivermos a ela, e dificilmente fracassamos.
A dificuldade está na calmaria, no silêncio, na adaptação de uma nova realidade possível. Se alguém morre, não é na despedida que o coração dói até não podermos aguentar; se o namoro acaba, não é no último beijo que a ausência vai dar as caras. O cotidiano é que vai mostrar qual é o tamanho da ferida enfim, naquele momento em que se é invadido de pensamentos e que a realidade cai com cem quilos em cima das costas. É aquela hora em que vai ter sempre alguém tentando dizer algo para confortar ou para esclarecer sendo que até o conforto tem tempo certo para chegar.
A vida é isso aí mesmo, cheia de turbilhões, de altos e baixos, e o mundo não vai parar porque tem uma nuvem em cima de você. Nessas horas me vem sempre um fragmento de D. Quixote na cabeça: "Sabe Sancho, todas essas borrascas que nos sucedem são sinais de que breve há de serenar o tempo e hão de correr-nos bem as coisas, porque não é possível que o mal e o bem sejam duráveis: donde se segue que, havendo durado muito o mal, o bem está próximo". E tentando acreditar na indurabilidade de tais borrascas nós nos arrastamos pelo mal bocado que seja, tornando no final um grande espetáculo de bom humor.
A dificuldade está na calmaria, no silêncio, na adaptação de uma nova realidade possível. Se alguém morre, não é na despedida que o coração dói até não podermos aguentar; se o namoro acaba, não é no último beijo que a ausência vai dar as caras. O cotidiano é que vai mostrar qual é o tamanho da ferida enfim, naquele momento em que se é invadido de pensamentos e que a realidade cai com cem quilos em cima das costas. É aquela hora em que vai ter sempre alguém tentando dizer algo para confortar ou para esclarecer sendo que até o conforto tem tempo certo para chegar.
A vida é isso aí mesmo, cheia de turbilhões, de altos e baixos, e o mundo não vai parar porque tem uma nuvem em cima de você. Nessas horas me vem sempre um fragmento de D. Quixote na cabeça: "Sabe Sancho, todas essas borrascas que nos sucedem são sinais de que breve há de serenar o tempo e hão de correr-nos bem as coisas, porque não é possível que o mal e o bem sejam duráveis: donde se segue que, havendo durado muito o mal, o bem está próximo". E tentando acreditar na indurabilidade de tais borrascas nós nos arrastamos pelo mal bocado que seja, tornando no final um grande espetáculo de bom humor.
sexta-feira, agosto 14, 2009
domingo, agosto 02, 2009
extra umbigo.
Estamos a poucos dias da nova lei anti-fumo entrar em vigor e eu deveria estar revoltada, mas não. Várias baladas já começaram a por em prática a lei saudável e por acaso, ontem, eu fui à uma delas. Não sei se pela ressaca do dia anterior, mas não senti a menor falta do monóxido de carbono na minha boca, então fiquei assistindo ao desespero dos fumantes sem ressaca que batiam boca com seguranças, tentavam burlar a lei no banheiro, entre outras táticas falíveis.
Entretanto, mais gostoso que fumar foi chegar em casa e não ter a vontade de jogar minha roupa no lixo e passar máquina zero no meu cabelo por causa do cheiro do cigarro. Limpa, com cheirinho de perfume e não de tainha defumada na fogueira.
Entretanto, mais gostoso que fumar foi chegar em casa e não ter a vontade de jogar minha roupa no lixo e passar máquina zero no meu cabelo por causa do cheiro do cigarro. Limpa, com cheirinho de perfume e não de tainha defumada na fogueira.
segunda-feira, julho 27, 2009
domingo, julho 19, 2009
blindness
Aconteceu que a partir daquele momento você me curou da cegueira. Uma pena, porque estar cego é um dos maiores sinais da paixão.
quinta-feira, junho 25, 2009
Aquela mistura: correr riscos, ter cautela, muito sonho, cotidiano. Presença e... um pouquinho de ausência. Um pouquinho assim ó: V-A-S-T-O. Junto o risco, a cautela, o sonho, o cotidiano, a presença, o pouquinho de ausência com meus planos, meu passado, meu presente, um copo d' água.
Deito na cama. Abro um livro e procuro Clarice. Café quente na caneca, um tanto de auto-crítica, música e o fechar dos olhos. Sarcamos apimentados e deslizes doces me faltam. Um pouco de todas coisas se calam ou dançam em mim. Assim: confuso, esquisito, desconexo. largo, escuro. Reflexo.
Dentro é denso, um caldo. Meu recheio assim, receoso de provar.
Deito na cama. Abro um livro e procuro Clarice. Café quente na caneca, um tanto de auto-crítica, música e o fechar dos olhos. Sarcamos apimentados e deslizes doces me faltam. Um pouco de todas coisas se calam ou dançam em mim. Assim: confuso, esquisito, desconexo. largo, escuro. Reflexo.
Dentro é denso, um caldo. Meu recheio assim, receoso de provar.
sábado, maio 23, 2009
go on.
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!E vem!"
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!E vem!"
domingo, maio 10, 2009
Deitada sob luz clara, levemente enrolada sob um edredom estampado, surpreendo-me tocando a ponta dos dedos, um de cada vez, num pedacinho da coberta. Como se tocasse piano ou batesse dedo a dedo na madeira de uma mesa, apalpar o edredon me trouxe uma sensação nostálgica da infância.
Me lembro de pequena ter tido um pequeno travesseiro com o qual eu dormia fazendo o mesmo movimento com os dedos todas as noite. Um dia o travesseirinho foi embora e eu continuei minha mania com o edredom. E até hoje ela permanece viva, ao acordar, antes de dormir, no ócio, o edredom traz um momentinho de autoprazer.
E você, qual sua mania de criança trazida para o mundo adulto?
Me lembro de pequena ter tido um pequeno travesseiro com o qual eu dormia fazendo o mesmo movimento com os dedos todas as noite. Um dia o travesseirinho foi embora e eu continuei minha mania com o edredom. E até hoje ela permanece viva, ao acordar, antes de dormir, no ócio, o edredom traz um momentinho de autoprazer.
E você, qual sua mania de criança trazida para o mundo adulto?
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