quinta-feira, outubro 28, 2010
quinta-feira, outubro 14, 2010
Palavras de uma desempregada.
Ontem eu fechei mais um ciclo. Fui demitida. E eu tremia tanto na hora, que eu não sabia se era de felicidade ou era fruto daquela sensação de "caralho, já era, e agora?!". Mas eu saí saltitante e gritando aos quatro ventos que eu fui mandada embora. E as pessoas me deram parabéns, me desejaram sorte e fui comemorar.
E agora, José? Eu não sei. Não pude contar com o apoio unânime, claro. Desistir não é nobre aos olhos do mundo, e assim, arduamente não desistimos. A gente tenta se interessar por aquilo que é desinteressantíssimo e persistimos, esperando, sei lá, uma recompensa, uma segurança, um conforto. Ou não esperando nada, só querendo deixar do jeito que está.
De qualquer forma, ir atrás de algo que faça bem, que te faça feliz, deveria modificar uma vida. E essa foi a minha escolha, e eu já aguardo ansiosamente pelo preço dela, com um sorriso de orelha a orelha.
quarta-feira, setembro 01, 2010
A idealização por si só gruda na nossa existência de uma maneira quase imperceptível, mas fundamental, uma vez que nossos desejos brotam daí. Não?! Pode apostar: não basta uma jabiraca velha que anda, tem que ser uma Tucson com ar condicionado; não dá prá ficar no trampo que te sustenta, tem que ser uma coisa que te deixe extremamente feliz; não basta namorar uma pessoa que gosta de você e te dá atenção, tem que ter 1.85, dinheiro, carro, te mandar flores uma vez por semana; isso seria o ideal. Ok, só que se é ideal não existe. E tudo isso me faz pensar que o "serumano" é sadomasoquista por natureza, seguindo o raciocínio de que se é ideal no ecsiste, e se não existe, há frustração, e se há frustração, a gente sofre. É uma ciranda de sentimentos recorrentes que vão sempre deixar sede no fim.
Então, não me venha me falar "não traia os seus ideais", porque eu não tenho ideal nenhum. Se a busca é estar bem, eu deixo as idealizações prá quem gosta de devanear e não sofre com isso. E, se há alguém que, de verdade, consiga essa proeza, please tell me! Eu quero mesmo aprender a sonhar sem cair da minha própria nuvem.
quinta-feira, agosto 26, 2010
Pérolas
Aqui vão:
- Ditongo é oposto de hiongo, né? (Raíza)
- Parabéns prá você / Nessa data divina! (Alê)
- Nossa, estou ardendo em gripe! (Carolzinha)
- Alê, olha seu olho! (Daniella) - ahn?
- Eu vou ler prá vocês, depois você ouvem. - é gravação?
- Não, é que dessa vez o meu cabelo eu cortei grande! (Danizinha)
- Prestem atenção porque isso aqui vocês vão usar pro resto da vida até o vestibular ( Prof Peppe) - Considerando que era química, nem no vestibular...
- Prof: Me dê um exemplo de uma solução sólida.
Rodrigo: Sopa de feijão!
Prof: Me dê um exemplo de uma solução líquido sólida
Rodrigo: Purê de batata e latinha de atum!
- Faixa de idade é faixa idosa. (Thiago Rodrigo)
- Como chama aquele negócio que põe no morto? Naftalina, né? (Andressa)
- O que acontece quando um morcego pica? (Alê)
- Quem comete fraude é fraudário. ( Alê)
- Quando termina a faculdade a gente se forma barechal. ( Fernanda)
- Alê: Eu ouvi que a clara do ovo é o espermatozóide do galo. A gente come o espermatozóide do galo?!
Daniella: Sim, e é por isso que dá espinha.
- O barco estava sobre a terra e assim naufragou ( Andressa)
- Vá pro Diabo que o parta! ( Naiara)
- Gente, é a mesma coisa, mas ao contrário ( Prof Peppe)
- Tá, vou falar em braile então. (Thiago Rodrigo)
- Aqui perto tem Os alcoolicos Autônomos (Daniele)
- O cruzamento da égua com burro dá cavalo! (Alê)
- Como eu faço um 3 em letra de forma? (Thiago Rodrigo)
- Ela nasceu de fosps. (Daniella)
- O mameluco é o que fica entre o português e o índio. (Gêmeos)
- Ih, meia noite a abóbora vira charrete! (Jaque)
- Alê, o que é uma vogal? (Jaque)
- Não nasceu meu dente narciso. ( Thiago R)
- Carolzinha: Vou falar sobre o Alberto Carneiro...
Thiago Gêmeos: É o heterogeneo de Fernando Pessoa
- Certa noite amanheceu... (Matheus Gêmeos)
- Os homens não merecem nossa fieldade! (Renata)
- Mentecapto é uma planta. (Andressa)
- A gente vai olhar os planetas no microscópio (Matheus)
- Ah, lapso é tipo um auge! ( Daniele)
- É bem parecida com os dias de hoje, mas muito diferente! (Matheus)
- Só foram descobertos 30% dos tesouros, os outros 90% não. (Matheus)
- Não, ela não tá grávida de grêmios! (Daniele)
- Eu falo em importado (Thiago Rodrigo)
- Gambá não tem perna! (Alê)
- Maritaca é um pássaro que fala ( Fernanda)
- Tem que molhar a saliva (Daniella)
Tem milhares, mas eu ficaria digitando até amanhã... E já me autodiverti muito por hoje!
segunda-feira, agosto 16, 2010
auto-engano
Agora eu to tentando me interessar apenas pelo não-saber, numa experiência - sei lá, indiana, psicodélica, espiritual, whatever - de deixar o corpo fora da mente, em descomando absoluto.
Confesso: tudo isso aí é uma bela tentativa de ME distrair. Não consigo descolar nem o ínfimo milímetro de pensamento dessa babaquice de deixar fluir. Mas ninguém precisa saber, muito menos eu.
terça-feira, agosto 10, 2010
- Eu estava muito triste aquele dia em que você apareceu. E, eu fiquei feliz em saber que estavam lá, todos vocês... Uma lágrima escorreu.
Isso me tocou de muitos jeitos. Eu também tava triste, mas isso é tão comum em mim. Sou de gêmeos, fico alegre e triste a cada uma hora, tudo depende da distração do pensamento ruim pelo bom, da lembrança que substitui o bom pelo ruim. Mas você não. Você é bom. Você é frio. Você é bom demais, inteligente demais prá ficar triste. E eu vendo você, mero mortal, me entupiu de vontade de falar "porra, eu também! Você é meu melhor amigo, eu te amo, estamos juntos" mas me soou um pouco atrasado. Aí eu calei. Engoli como sempre todas as coisas bonitas que eu tenho prá te falar. Calei, te olhei, escapou um sorriso que eu queria muito que você lesse, e continuei caminhando.
quinta-feira, agosto 05, 2010
Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus.
Crônica publicada no jornal "Estadão", Caderno 2 de 29 de julho de 1987
Chorei.
quinta-feira, julho 08, 2010
[C.F.A]
terça-feira, junho 15, 2010
Le Petit Prince, shut up!
sábado, junho 05, 2010
bla bla bla
Eu desejava mesmo era falar com os olhos, com o tato, com o cabelo, com as mãos... Queria ainda mais, queria a compreensão desse meu texto e uma resposta longa - um beijo e um abraço bem apertado.
domingo, maio 30, 2010
Em 23/01/08
Salvei isso como rascunho em 2008 e era exatamente o que eu queria dizer hoje. Incrível como tudo tende à repetição.
quarta-feira, maio 26, 2010
To deprê mesmo.
Resolvi andar.
segunda-feira, maio 24, 2010
Se te pareço noturna e imperfeitaOlha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento. [H.H]
sexta-feira, maio 21, 2010
A simplicidade de uma flor me falta. Me falta e me irrita. Tantas coisas estão ocupadas em sê-las elas mesmas, como uma flor, que não sobra tempo prá nenhuma outra dúvida. Além disso, a flor não me comove. E eu desejei essa libertação! E eu me sinto tão cansada a ponto da minha vontade ser que não me doa o existir dos outros, que não me doa isso hoje, que eu não me comova com os olhos, nem com os gestos alheios, que eu não queira ver ninguém salvo entre mortos e feridos.
segunda-feira, maio 17, 2010
Go Back
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus amor! Adeus!
E vem!"
Já postei essa. Mas depois de ver o Titãs na Virada Cultural achei que ela merecia outro post.
quinta-feira, maio 13, 2010
Orgulho e Preconceito]
Pode parecer radical, e não estarás errado se for da tua opinião. Acontece que não importa, um pouquinho disso sou eu agora.
quinta-feira, maio 06, 2010
Só que meu ideal quebrou. E aí eu pergunto: teria sido diferente? Quando já se viu o fim, o mais sensato é interromper o processo no meio, saber desistir. Prá que continuar? É melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, uma roupa esquecida, uma fotografia, alguma coisa que mesmo depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber porquê. Melhor do que não sobrar nada, um nada amargo.
domingo, maio 02, 2010
Diálogo
- Tá em crise?
- Tô, total.
- O que acontece?
- Eu devaneio MUITO quando tô sozinha. E quando não tô, geralmente tô fazendo alguma bosta.
terça-feira, abril 27, 2010
Aí, a parte todas as tentativas (acupuntura, drogas, yoga, cooper, boate gay, hare krishna), surge alguém, no plano real, que toma forma, e a gente imediatamente projeta toda aquela emoção presa na garganta. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, uma imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior. Depois a gente põe a culpa na expectativa.
